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Vaticano condena totalmente crime de abuso sexual de menores em TL

Vaticano condena totalmente crime de abuso sexual de menores em TL

DÍLI, 30 de novembro de 2020 (TATOLI) – O Núncio Apostólico do Vaticano em Timor-Leste (TL), o Monsenhor Marco Sprizzi, disse hoje que o Vaticano repudia veementemente o crime de abuso sexual de menores em TL, de que é acusado o ex-padre Richard Daschbach.

“A Igreja Católica é totalmente contra o crime de abusos sexuais de menores em quaisquer circunstâncias. Espero que este crime não venha a ocorrer no futuro próximo”, disse o Monsenhor Marco Sprizzi, à Agência Tatoli, após o término da comemoração do 45.º Aniversário da Proclamação da Independência de Timor-Leste, a 28 de novembro de 2020, no suco de Lauhata, em Liquiçá.

O Núncio Apostólico referiu ainda que o Vaticano reconhece a existência de um caso de abuso sexual de menores em Timor-Leste, pelo que, enquanto representante do Papa Francisco, sugere a todas as vítimas que denunciem os casos às autoridades judiciais, castigando, desta forma, os autores do crime.

O representante do Vaticano lembrou igualmente que a Igreja Católica de Timor-Leste foi a primeira a condenar o ato horrendo perpetrado pelo ex-padre norte americano, pelo que o Tribunal Supremo do Vaticano decidiu, em 2018, expulsar Richard Daschbach das suas funções de sacerdote.

“A posição do Vaticano não deixou dúvidas ao atribuir as culpas ao ex-padre, pelo que a Igreja o condenou. A posição atual da Igreja é apoiar todas as vítimas para que estas possam depositar total confiança nos juízes e no sistema judicial de Timor-Leste”, referiu.

Recorde-se que, de acordo com os documentos a que a Tatoli teve acesso, o ex-sacerdote norte americano é acusado dos crimes de abuso sexual de menor e pornografia infantil em Timor-Leste, tendo a fase de investigação sido iniciada em setembro de 2016 e levada a cabo pelo Vaticano.

O ex-padre Richard Dashbach, de 82 anos, está atualmente em prisão domiciliária, em Díli, e é acusado dos crimes de abuso sexual contra menores, com agravação, de pelo menos duas dezenas de crianças, no orfanato Topu Honis onde trabalhava, previstos nos 177.º e 182.º do Código Penal timorense. Relembre-se que o código prevê uma pena máxima de 20 anos de prisão por abusos sexuais de menores de 14 anos, agravadas em um terço, se as vítimas forem menores de 12 anos.

Jornalista : Domingos Piedade Freitas

Editor : Zezito Silva

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