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União Europeia apoia reforço do programa Rai Matak com 3 milhões de dólares

União Europeia apoia reforço do programa Rai Matak com 3 milhões de dólares

Embaixador da União Europeia em Timor-Leste, Andrew Jacobs.

DÍLI, 10 de junho de 2020 – A União Europeia (UE) e a Organização Não Governamental Oxfam lançaram hoje o programa “Rai Matak” financiado pela UE, com um orçamento no valor de três milhões de dólares americanos.

O programa visa reforçar a economia das aldeias e combater a degradação ambiental através do vínculo da agro-florestação ao comércio de carbono certificado internacionalmente.

O “Rai Matak” faz parte do programa Global Climate Change Alliance + (GCCA+) que ajuda as comunidades rurais a adaptarem-se à realidade das alterações climáticas. A primeira iniciativa em matéria de agricultura de carbono será levada a cabo pela Oxfam, em parceria com a Fundação Xpand e Ho Musan Ida, uma empresa social timorense, cuja sede se localiza em Baguia, no Município de Baucau.

O programa assenta na experiência bem-sucedida da agricultura de carbono em Baguia que disponibiliza know-how e financiamento à comunidade rural interessada que preenche vários critérios em Timor-Leste.

A iniciativa visa contribuir para a reflorestação do país com 400 mil árvores, o equivalente a um armazenamento até 400 mil toneladas de carbono, trazendo um impacto económico direto a cerca de dois mil agricultores e seis mil a dez mil agregados familiares.

O Embaixador da União Europeia em Timor-Leste, Andrew Jacobs, disse que esta iniciativa de economia verde permitirá reduzir as emissões de carbono que conduzem às alterações climáticas e trazer rendimentos aos agricultores timorenses. Além disso, contribuirá para a reflorestação das áreas degradadas, prestando apoio às comunidades rurais para poderem prosperar.

“A iniciativa vai ao encontro do Acordo Verde Europeu que visa a não-emissão de gases com efeito de estufa até 2050″, afirmou o Embaixador no âmbito do lançamento do programa, em Díli.

Também a Diretora Nacional da Oxfam em Timor-Leste, Kathy Richards, afirmou que o programa é essencial para Timor-Leste e terá início ainda este ano.

“O programa será implementado em quatro anos. É um investimento direto na comunidade. Potencia o aumento do rendimento anual de um agricultor e facilita o desenvolvimento económico local, além de trazer grandes benefícios para o solo e para o ambiente e melhorias na segurança alimentar”, afirmou.

Já Andrew Mahar, Diretor-Executivo da Fundação Xpand, referiu que o Acordo de Paris sobre o Clima entrará em vigor em novembro de 2020 e o seu preço é tido em conta nos modelos empresariais e financeiros de diversos países e empresas.

“A agro-florestação comunitária em Timor-Leste pode, assim, aproveitar esta oportunidade de mercado”, disse.

A Diretora-Executiva da Fundação Ho Musan, Leopoldina Guterres, afirmou, por sua vez, que os arboricultores de Baguia têm vindo a obter rendimentos da produção de carbono há dez anos e mostram-se entusiasmados em ajudar outras comunidades no país a implementar o programa “Rai Matak” e construir uma relação duradoura em prol das gerações futuras.

O projeto pretende também apoiar a criação de uma Fundação Nacional do Carbono em Timor. Esta fundação trabalhará em parceria com o Governo, o setor não governamental e o setor privado no país para construir um mercado seguro e robusto de agricultura de carbono, ajudando o país a obter a Certificação Gold Standard das áreas florestais.

Jornalista : Nelia Fernandes

Editora : Maria Auxiliadora

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