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Bem-estar ainda longe da vista dos timorenses 18 anos após a Restauração da Independência

Bem-estar ainda longe da vista dos timorenses 18 anos após a Restauração da Independência

DÍLI, 20 de maio de 2020 (TATOLI) – O povo ainda continua a viver na miséria e ainda está em longe do bem-estar, apesar de Timor-Leste ter restaurado a independência há 18 anos. Quem o diz é o Diretor-Executivo do Fórum das Organizações Não Governamentais (FONGTIL), Daniel Santos do Carmo.

O diretor recorda que, ao consultarmos a base de dados sobre a implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Nacional (PEDN), nos damos conta de que ainda não foram resolvidos em todo o território vários problemas nas áreas da saúde, educação, infraestruturas, economia, água potável e saneamento básico.

“Dou os meus parabéns ao povo de Timor-Leste pelo dia da Restauração da Independência do país, mas ainda há problemas em diversos setores, nomeadamente nas infraestruturas das áreas remotas, o que tem implicações para a economia”, afirmou Daniel do Carmo, em declarações à Agência TATOLI, no seu local de trabalho, em Caicoli.

Daniel dos Santos reconhece alguns sinais positivos de desenvolvimento, como a melhoria das estradas na capital timorense e municípios, de que é exemplo a autoestrada de Suai, a eletricidade, que chegou à maior parte do território, a quase universalidade do ensino básico ou o aumento do número de jovens que frequentam o ensino superior e de profissionais de saúde.

Contudo, segundo Daniel Carmo, na área da educação, as organizações da sociedade civil continuam a registar mais de 60 por cento de escolas sem biblioteca ou com infraestruturas em más condições. Também no setor da saúde as questões dos equipamentos e infraestruturas ainda não estão resolvidas em quase nenhuma parte do território. Problemas que os sucessivos governos não resolveram durante 18 anos da independência de Timor-Leste.

Para o diretor, tanto os anteriores como o atual Governo mantêm a dependência na importação de bens de primeira necessidade, como o arroz. Mais ainda. As medidas definidas no PEDN não foram implementadas, não havendo ainda indústria que contribua para o desenvolvimento nacional.

Outro aspeto negativo é, para o responsável do FONGTIL, o facto de os políticos terem despoletado uma crise política, o que revela maior preocupação com os interesses dos partidos do que do povo.

Daniel do Carmo pede, por tudo isto, ao Governo que acelere o desenvolvimento nacional para que o povo timorense atinja o bem-estar, porque, como recorda, em 18 anos de independência, o Estado gastou cerca de 14 biliões de dólares americanos.

Jornalista : Domingos de Piedade

Editor : Zezito Silva

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