DÍLI, 06 de fevereiro de 2023 (TATOLI) – O Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento do Turismo de 2023-2030, criado para definir as grandes opções para o desenvolvimento do turismo em Timor-Leste até 2030 (PENDT 2023-2023) estabelece, no seu texto, 5 pilares e 11 vetores estratégicos de intervenção.
Os cinco pilares são, todos começados pela letra “p”, são: prioridade, prosperidade, pessoas, proteção e parceria. Por sua vez, nos 11 vetores estratégicos contam-se a identificação e o potencial de desenvolvimento dos locais turísticos, o enquadramento institucional, legal e de boa governação, os produtos e serviços turísticos, as infraestruturas, os transportes e comunicações, o empreendedorismo e investimento, o master card, as finanças e marketing, as formações sobre turismo, o site do turismo e o turismo comunitário.
Além de pretender apostar fortemente na diversificação da economia nacional, o plano estratégico visa definir as grandes opções para a política do turismo até 2030, visando tornar Timor-Leste num “destino único na Ásia”, propício a atrair turistas internacionais, bem como, pelo potencial turístico, a fomentar o investimento estrangeiro no país.
O especialista do Turismo em Timor-Leste, Manuel Vong, relembrou que o país foi uma colónia portuguesa, sendo o único país do Sudeste Asiático que tem como língua oficial o português. Acrescentou que jardins dos heróis, sítios religiosos, casas sagradas, paisagens naturais e biodiversidade marinhas são recursos que podem se desenvolver como produtos turísticos, fazendo com que o país seja um destino turístico interessante.
Manuel Vong referiu ainda que a implementação deste plano requer a mobilização de recursos no formato de parcerias público-públicas e um entendimento próximo e coordenado entre diferentes linhas interministeriais.
“Temos de criar condições mínimas para oferecermos um tratamento específico aos turistas. Envidamos todos os esforços para garantir o desenvolvimento do turismo para podermos arrecadar mais receitas para os cofres do Estado”, disse.
Segundo Manuel Vong, o plano estratégico requer também recursos humanos adequados, sobretudo no domínio da língua e da tecnologia para responder às necessidades dos turistas. Além disso, “é necessário garantir a sustentabilidade intercultural, social, económica e ambiental ao nível nacional, regional e global, pois o país é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, advertiu.
O Conselho de Ministros aprovou, em janeiro, o Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento do Turismo. O plano tem uma visão estratégica para tornar Timor-Leste como “um destino único na Ásia”, com um turismo “inclusivo, sustentável e responsável”.
Está incluído no PENDT 2023-2030 um plano plurianual de implementação até 2030, que apresenta um cronograma para as atividades prioritárias e identificação dos principais responsáveis e parceiros.
Notícia relevante: Aprovado Plano Estratégico Nacional para o Turismo 2023-2030
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




