DÍLI, 31 de maio de 2023 (TATOLI) – Está a decorrer até 1 de junho, em Roma, a 4.ª edição da Conferência do 16.º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS, no caso, a Paz, Justiça e Instituições Eficazes) da Organização das Nações Unidas (ONU) organizada pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, pela Organização Internacional do Direito do Desenvolvimento e o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano. Como pano de fundo, a ideia de que, na concretização do 16.º ODS a experiência dos países do sul pode ser proveitosa para cenários futuros e que a concretização daquele contribui para a concretização de outros ODS.
Com base nos resultados das edições de 2019, 2021 e 2022, a conferência pretende analisar o progresso e os desafios relacionados com a 16.ª meta dos ODS, com foco nos combates aos conflito e à redução da confiança nas instituições públicas. O evento também explorará o papel catalisador do 16.º ODS na resposta a deficiências dos sistemas alimentares e a crises das alterações climáticas, contribuindo para a Cimeira dos ODS de 2023 e para o Fórum Político de Alto Nível, bem como para outros processos intergovernamentais.
Na sequência desta conferência, o Secretário-Executivo da organização intergovernamental dos Países Afetados por Conflitos (g7+), Hélder da Costa, foi convidado para falar numa conferência, à margem deste encontro, com o tema Promover as Nações Unidas: Uma Nova Agenda para a Paz.
Hélder da Costa, na sua intervenção, partilhou a perspetiva do g7+ sobre a construção da paz, a promoção da cooperação e a importância do 16.º ODS para a construção e manutenção da paz.
O dirigente enfatizou ainda a noção de que “não há desenvolvimento sem paz e não há paz sem desenvolvimento associado a instituições estatais eficazes para prestar serviços”.
“A agenda de um país para a paz e o desenvolvimento só pode ser firmemente enraizada quando prosseguida num contexto nacional. Aprender com a experiência das nações do Sul afetadas por conflitos é fundamental, uma vez que, no g7+, algumas daquelas nações partilharam, no âmbito da Cooperação de Fragilidade para Fragilidade (F2F, em inglês) as suas experiências em três áreas relevantes como a prossecução da paz, de processos de reconciliação e abrangência da justiça; de uma melhor gestão dos recursos naturais e de um sucesso na realização das eleições”, afirmou Hélder da Costa, num comunicado da organização a que à Tatoli teve hoje acesso.
O Secretário-Geral da organização afirmou ainda que numa altura em que o mundo atravessa a fase mais turbulenta desde a Segunda Guerra Mundial, a paz está a tornar-se numa solução cada vez mais preciosa.
“Apelo às Nações Unidas para que a paz seja o único recurso para uma forma diplomática e pacífica de resolver os nossos problemas. Respeitar a voz e a perspetiva do Sul e, em particular, dos países afetados por conflitos, é crucial para manter a paz global”, concluiu.
A conferência conta com a participação de mais de 200 convidados, reunindo decisores políticos, membros parlamentares, profissionais do desenvolvimento, representantes da sociedade civil e dos Governos de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Os resultados da conferência serão apresentados como contributo para o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, que decorrerá em julho, em Nova Iorque, Estados Unidos da América.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




