DÍLI, 01 de junho de 2022 (TATOLI) – A Diretora da Organização Não Governamental Ba Futuru, Juliana Marçal, disse que muitas crianças continuam a envolverem-se nas atividades económicas familiares.
“O Governo tem o dever de proteger as crianças com base na convenção internacional sobre a proteção das crianças. Infelizmente, os menores continuam a contribuir para a economia da família. O Parlamento deve acelerar a aprovação da legislação para que os direitos das crianças sejam respeitados pelos seus pais”, afirmou a diretora, aos jornalistas, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Criança sob o tema “Protege as crianças e acelera a aprovação de legislações”, em Comoro.
Já a representante do Adjunto do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (UNICEF), Ainhoa Jaureguibeitia, disse que o Governo deve criar e implementar uma política adequada para proteger as crianças.
“O Governo deve implementar as leis que assegurem o pleno gozo dos seus direitos, nas quais se inclui condições de água e saneamento adequadas e um crescimento sem violência”, sugeriu.
A representante disse que todas as crianças devem ser registadas após o nascimento, viver num ambiente saudável e ter acesso à educação.
Ainhoa Jaureguibeitia garantiu que a UNICEF está a cooperar com o Parlamento Nacional para que acelere a apresentação e aprovação da lei em sessão plenária.
Desde 04 de abril de 2021, data das inundações em Díli, a organização Ba Futuru e 59 voluntários organizam várias atividades recreativas para 1.600 crianças e 400 famílias nos centros de Hera, Bidau, Tasi Tolu e Manleuana.
A UNICEF disponibilizou já mais de 200 mil dólares americanos para apoiar as atividades da Ba Futuru, nos centros de acolhimento.
Hoje, Dia Mundial da Criança, a organização e a UNICEF organizaram um evento dedicado às crianças de vários bairros. A comemoração contou com a presença de representantes da UNICEF, União Europeia, Governo, funcionários, educadores e estudantes da Ba Futuru, em Díli.
Segundo a pesquisa de 2016 sobre o trabalho infantil em Timor-Leste, 67.688 crianças, o equivalente a 16%, entre os cinco e os 17 anos, estavam envolvidas em atividades económicas.
Ainda de acordo com os mesmos dados, das 67.688 de crianças, 12,5% estavam envolvidas em trabalho penoso e perigoso, que prejudicava a saúde e a sua educação.
Os dados mostraram ainda que 43 mil crianças eram analfabetas entre idade de cinco.
Notícia relevante: CNDC recomenda a Governo celeridade na Lei da Proteção e do Código das Crianças
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




