DÍLI, 15 de junho de 2025 (TATOLI) – Os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão anunciaram, este domingo, ter chegado a um entendimento para reduzir as tensões no Médio Oriente. A medida deverá entrar em vigor no dia 19.
A este propósito, o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, saudou, no mesmo dia, o novo acordo alcançado entre os dois países, classificando-o como um “passo crítico” para pôr termo a um conflito que tem desestabilizado o Médio Oriente e afetado a economia mundial.
Num comunicado divulgado na página da organização, o dirigente afirmou que o entendimento prevê um cessar-fogo permanente, a reabertura do Estreito de Ormuz e a criação de um quadro negocial destinado a alcançar uma solução política definitiva.
O líder da ONU manifestou ainda “profundo apreço” pelo contributo de vários países da região para o sucesso das negociações, nomeadamente o Paquistão, o Qatar, o Egipto, a Arábia Saudita e a Turquia, entre outros intervenientes diplomáticos que apoiaram o processo.
“Espero que as partes aproveitem este momento para redobrar os seus esforços em prol de uma resolução final”, afirmou António Guterres, reiterando a disponibilidade da ONU para apoiar iniciativas que conduzam a uma paz “duradoura e abrangente”.
É de lembrar que o conflito teve início no final de fevereiro, na sequência de ataques conduzidos pelos EUA e por Israel contra território iraniano. Teerão respondeu com ações militares dirigidas contra Israel e países aliados de Washington na região do Golfo, desencadeando uma escalada que rapidamente assumiu dimensões regionais.
Entre as consequências mais significativas da crise esteve o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, por onde circula habitualmente cerca de um quinto do comércio energético global.
Apesar de um cessar-fogo acordado em abril, as hostilidades mantiveram-se de forma intermitente, com os EUA e o Irão a protagonizarem várias trocas de ataques, incluindo duas rondas de ações de retaliação durante a última semana.
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Equipa da Tatoli




