DÍLI, 25 de maio de 2026 (TATOLI) – O Secretariado-Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) promoveu, no dia 21, uma mesa-redonda integrada nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa e da Cultura do organismo, assinalados a 5 de maio, no auditório da sede da organização.
Sob o lema CPLP 30 Anos: Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos, a iniciativa reuniu representantes de Observadores Associados, Observadores Consultivos e especialistas provenientes dos Estados-Membros da CPLP.
Na sessão de abertura, a Secretária-Executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, destacou o papel da organização, fundada em 1996, enquanto plataforma estratégica de cooperação multilateral e ator relevante no panorama internacional, promovendo o diálogo político, a concertação diplomática, a cooperação e a difusão da língua portuguesa.

A responsável salientou ainda a dimensão global da CPLP, presente em quatro continentes e com cerca de 270 milhões de falantes, sublinhando a importância da cooperação entre Estados-Membros, Observadores Associados, Observadores Consultivos e sociedade civil ao longo das últimas três décadas.
Maria de Fátima Jardim reafirmou igualmente a relevância da língua portuguesa como elemento de identidade, união e esperança, defendendo o reforço da cooperação económica, das relações com a Organização das Nações Unidas e com outras organizações internacionais, bem como a definição da agenda estratégica da CPLP para 2026-2033, alinhada com a Agenda 2030.
Por sua vez, a Representante Permanente de Timor-Leste junto da CPLP, Natália Carrascalão, referiu a diversidade cultural, social e económica dos Estados-Membros como principal força da comunidade.

A diplomata destacou que “o português constitui um elo de ligação entre os povos”, permitindo o diálogo e a cooperação sem eliminar as diferenças culturais existentes entre os países membros.
Natália Carrascalão sublinhou ainda o papel dos jovens na continuidade e projeção da língua portuguesa, bem como a convergência entre o tema das comemorações dos 30 anos da CPLP e a prioridade da Presidência timorense na organização, centrada na “Consolidação do Estado de Direito Democrático e os desafios da CPLP”.
A representante timorense apresentou também a experiência de Timor-Leste como exemplo de convivência entre diversidade e unidade, destacando a coexistência entre o português e o tétum como símbolo de identidade, resistência e construção nacional.
A primeira mesa-redonda reuniu professores universitários, docentes do ensino básico, escritores e representantes da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, que defenderam a importância da cooperação na promoção da língua portuguesa, da educação e do ensino superior como motores de desenvolvimento.
Durante a tarde, os Observadores Associados da CPLP partilharam experiências e iniciativas destinadas à promoção da língua portuguesa e dos valores da organização nos respetivos contextos nacionais. Participaram diplomatas e representantes da Turquia, da República Checa, da Argentina, do Uruguai, do Luxemburgo, da Irlanda, da Roménia, da Austrália e do Canadá.
A última mesa-redonda, dividida em dois subpainéis, contou com a participação dos Observadores Consultivos da CPLP, que apresentaram os respetivos planos de atividades e os resultados alcançados.
O primeiro, subordinado ao tema Conhecimento e Sociedade, abordou matérias relacionadas com a promoção e difusão da língua portuguesa, com a economia social e cooperativismo, com a tecnologia e com a sociedade, bem como com a qualidade de vida e bem-estar das populações da CPLP.
Já o segundo, dedicado ao Desenvolvimento Sustentável, incidiu sobre áreas como a saúde, a segurança alimentar e nutricional, assuntos do mar, cidades, ambiente e territórios, energia e clima, e infraestruturas de transportes.
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