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Pelican Paradise defende permanência no local do projeto e reivindica direitos legais

Pelican Paradise defende permanência no local do projeto e reivindica direitos legais

O desenho do investimento da Pelican Paradise na Cidade Histórica de Díli, em Liquiçá. Imagem: especial.

 

DÍLI, 7 de maio de 2026 (TATOLI) – A empresa Pelican Paradise afirmou que ainda não desocupou a área do projeto em Tasi-Tolu, Díli, e em Tíbar, Liquiçá, por considerar que continua a deter direitos legais sobre os terrenos, ao abrigo de contratos de arrendamento de longa duração ainda válidos.

A afirmação foi feita pelo Diretor da empresa, Samuel Ong, numa mensagem dirigida à Tatoli, afirmando que o projeto continuará a avançar conforme planeado, enquanto a empresa aguarda que o Governo timorense cumpra as obrigações previstas no Special Investment Agreement, assinado em 2022.

A declaração surge após o Executivo ter solicitado, no passado dia 16 de abril, que a empresa desocupasse o terreno no prazo de dez dias, para permitir a entrega da área a outros investidores, no âmbito dos preparativos de Timor-Leste na presidência da Cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático em 2029.

Segundo observação da Tatoli no terreno, na área exterior do projeto em Tíbar, não se verificavam atividades de construção nem trabalhos de desenvolvimento no local. Alguns seguranças presentes na zona afirmaram que, apesar de já existir ligação elétrica, a capacidade atualmente disponível continua insuficiente para suportar operações de grande escala.

Os seguranças explicaram ainda que a empresa construiu reservatórios de água para apoiar o projeto. Contudo, durante a fase ativa das obras, esta continuava a comprar água devido à inexistência de abastecimento público adequado.

De acordo com a mesma fonte, foram realizados trabalhos de perfuração para localizar fontes de água, mas a capacidade elétrica existente não permite operar as bombas necessárias para transportar a água até à zona elevada onde se situa o projeto.

Num comunicado oficial datado de 24 de abril, a Pelican Paradise referiu que uma inspeção independente concluiu que o fornecimento de eletricidade e água no local do projeto permanecem muito abaixo das necessidades mínimas exigidas para um empreendimento de grande dimensão.

A empresa acrescentou que o fornecimento elétrico atualmente disponível não consegue suportar os trabalhos de construção, apesar da instalação de uma ligação elétrica básica no local.

“O projeto necessita de, pelo menos, entre 0,9 e um megawatt de eletricidade para as obras de construção. A capacidade atualmente disponível está muito abaixo desse requisito”, refere o relatório de inspeção citado pela empresa.

A Pelican Paradise afirmou igualmente que não existe uma fonte de água adequada dentro da área do projeto. A única fonte identificada situa-se a cerca de 2,1 quilómetros do local e encontra-se danificada, sem bombas nem sistema de canalização funcional.

A empresa sustenta que estas limitações impediram o avanço das obras e rejeita alegações anteriores de que o atraso do projeto estaria relacionado com insuficiência de financiamento.

Segundo a empresa, foram investidos recursos significativos ao longo dos últimos 17 anos no desenvolvimento do projeto, incluindo despesas com consultoria, estudos ambientais, levantamentos topográficos, construção de estradas, terraplanagem e edificação de galerias-modelo.

A Pelican Paradise reiterou ainda que possui contratos de arrendamento válidos por 99 anos relativos a 22 parcelas de terreno atribuídas pelo Estado. “Os direitos legais sobre esta localização permanecem intactos. Estamos preparados para construir, mas nunca nos foram dadas condições adequadas para avançar”, refere a empresa no comunicado.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Rafael Ximenes de A. Belo

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