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ONU manifesta preocupação com intervenção militar dos EUA na Venezuela

ONU manifesta preocupação com intervenção militar dos EUA na Venezuela

DÍLI, 5 de janeiro de 2026 (TATOLI) – O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar preocupado com a recente intervenção militar dos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela, alertando que a situação constitui um “precedente perigoso” e pode representar uma violação do direito internacional.

De acordo com um comunicado da ONU a que a Tatoli teve hoje acesso, a reação do dirigente da ONU surge após uma operação militar estadunidense realizada este sábado (3/1) em território venezuelano.

Conforme informações divulgadas por agências internacionais, a ação terá resultado na captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças especiais dos EUA.

O Secretário-Geral afirmou em nota que “independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”.

Guterres sublinhou a importância de todas as partes respeitarem plenamente o direito internacional, incluindo a Carta da ONU, manifestando profunda preocupação com o desrespeito pelas normas internacionais.

O dirigente apelou ainda às partes envolvidas na crise venezuelana para um diálogo inclusivo, assente no respeito pelos direitos humanos, pelo Estado de direito e pelas instituições democráticas, de forma a evitar um agravamento da instabilidade no país e na região.

Recorde-se que o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, este sábado, nas redes sociais, que Nicolás Maduro e a sua esposa foram retirados da Venezuela. Por sua vez, a Procuradora-Geral estadunidense, Pam Bondi, declarou que o Presidente venezuelano e a mulher enfrentarão processos judiciais “em solo americano e em tribunais americanos”, com base numa acusação formal apresentada em 2020.

Segundo agências de notícias internacionais, a operação militar teve início com ataques noturnos na capital, Caracas, e em zonas circundantes, levando as autoridades venezuelanas a decretar o estado de emergência nacional. Segundo órgãos de comunicação locais, o ataque terá causado pelo menos 40 vítimas mortais.

O Governo da Venezuela condenou a ação, classificando-a como uma “agressão militar extremamente grave”, num contexto de crescente tensão bilateral. Nos últimos meses, registou-se um aumento da presença militar estadunidense ao largo da costa venezuelana, bem como operações contra embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico.

Face à situação, a Venezuela solicitou formalmente a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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