DÍLI, 27 de novembro de 2025 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, disse estar preocupado com os recentes acontecimentos na Guiné-Bissau, reafirmando o compromisso do país com a paz, com o Estado de Direito e com a ordem constitucional.
Ramos-Horta recordou os laços históricos e de amizade entre Timor-Leste e a Guiné-Bissau, reforçados pela pertença comum à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ao g7+.
“Enquanto nação que também percorreu um caminho rumo à paz, estabilidade e consolidação democrática, acreditamos profundamente na importância de se resolver tensões políticas através de processos constitucionais e do diálogo pacífico”, sublinhou, num comunicado presidencial a que a Tatoli teve hoje acesso.
O PR lembrou ainda que a Guiné-Bissau exerce atualmente a presidência rotativa da CPLP, cargo que implica a responsabilidade de promover a cooperação, a solidariedade e o diálogo construtivo entre os países lusófonos.
Ramos-Horta apelou aos líderes e instituições guineenses para que coloquem o interesse nacional acima de tudo, rejeitem qualquer forma de violência e defendam a ordem constitucional, “que salvaguarda a vontade do povo”. O Chefe de Estado destacou também a importância de se proteger o processo eleitoral e de se aguardar pelos resultados oficiais.
“Exorto todas as partes a trabalharem em conjunto pela paz e pela estabilidade”, referiu.
Timor-Leste afirmou que continuará ao lado da Guiné-Bissau e dos parceiros internacionais comprometidos com a paz e a estabilidade, estando disponível para apoiar esforços diplomáticos que promovam a calma, protejam a ordem constitucional e assegurem o bem-estar da população guineense.
Segundo a imprensa local, os militares anunciaram ontem “o controlo total” da Guiné-Bissau, após um tiroteio que durou cerca de meia hora.
Os militares disseram reagir “à descoberta de um plano em curso de destabilização do país”, atribuído a “alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões de droga nacionais e estrangeiros”.
O plano consistiria ainda na “tentativa de manipulação dos resultados” das eleições que tiveram lugar no passado dia 23. O Presidente da República do país, Umaro Sissoco Embaló, foi detido.
Equipa da Tatoli




