DÍLI, 27 de novembro de 2025 (TATOLI) – O Embaixador da Indonésia em Timor-Leste, Okto Dorinus Manik, está na iminência de terminar a sua missão diplomática no país, após quatro anos de mandato, um período considerado por si “um dos mais significativos” da sua carreira.
“Sinto uma profunda honra por ter servido como Embaixador da Indonésia em Díli. Esta missão marcou de forma muito especial o meu percurso diplomático”, afirmou Okto Dorinus Manik, no seu discurso de despedida, durante a receção diplomática para assinalar o 80.º aniversário da Independência da Indonésia, realizada no pavilhão multiusos do Grupo Media Nacional, em Bebora, Díli.
Okto Dorinus Manik expressou ainda gratidão pela colaboração com líderes timorenses. “Foi uma honra desempenhar esta função sob a liderança do Presidente [da República], José Ramos-Horta, e do Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, cujas orientações reforçaram a amizade entre os nossos países”, declarou.
O Embaixador recordou ainda que durante a sua permanência em Timor-Leste, testemunhou diversos acontecimentos de forte simbolismo nacional e religioso, entre os quais, a visita do Papa Francisco, a nomeação do primeiro cardeal timorense, Dom Virgílio do Carmo da Silva, a evolução do país no domínio económico e diplomático, desde a integração na Organização Mundial do Comércio até ao avanço no processo de adesão plena à Associação das Nações do Sudeste Asiático.
“Assistir ao crescimento e à abertura de Timor-Leste ao mundo foi uma honra. Estes momentos ficarão para sempre gravados na minha memória”, afirmou o Embaixador, destacando igualmente o acolhimento caloroso que recebeu de timorenses.
“Chegamos com uma missão diplomática, mas o que encontramos foi amizade, comunidade e uma hospitalidade inesquecível. Juntos somos fortes”, referiu.
Por sua vez, Ramos-Horta prestou uma homenagem especial ao Embaixador indonésio, reconhecendo o impacto do seu trabalho no fortalecimento das relações bilaterais, nomeadamente nas áreas da cooperação estratégica, da educação, da segurança e do comércio.
“Quero expressar a minha profunda apreciação pela dedicação, energia e sabedoria que trouxe para o reforço da amizade entre os nossos países. A sua contribuição é notável em todos os domínios da nossa cooperação”, declarou Ramos-Horta.
O Chefe de Estado considera ainda que a partida do representante do Governo indonésio deixa “uma marca inesquecível” na relação entre Díli e Jacarta, acrescentando que esperaria, se possível, que o Presidente indonésio Prabowo Subianto considerasse a extensão da sua missão.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editor: Rafael Ximenes de A. Belo




