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Lere lembra importância da Consulta Popular para o destino do país

Lere lembra importância da Consulta Popular para o destino do país

Tenente-General Lere Anan Timur. Foto da Tatoli

DÍLI, 28 de agosto de 2025 (TATOLI) – O Tenente-General Lere Anan Timur, a propósito das comemorações do 26.º aniversário da Consulta Popular, lembrou a importância do dia 30 de agosto de 1999 para o futuro do povo e do país.

“Foi a única oportunidade para Timor-Leste vencer ou perder e o resultado foi positivo para a nossa autodeterminação. Quero felicitar o povo, que com coragem decidiu pela independência”, frisou, na cerimónia de lançamento do livro Rei Veríssimo Dias Quintas: Eu Morri pela Independência, no Timor Plaza, em Díli.

Lere Anan Timur lembrou que, com o resultado da votação, o país conquistou a sua soberania, razão pela qual considera que os jovens que nasceram no tempo de independência precisam de conhecer a história do país. “Foram os mais velhos, que viveram a guerra, que fizeram e contaram a história, sobretudo para que os jovens de hoje a conheçam. Se antes os nossos pais aprenderam a lutar e a matar, agora é tempo de os jovens criarem a paz e estabilidade para o desenvolvimento da nação”, apelou.

Face aos confrontos entre grupos rivais de jovens que têm tido lugar desde início da independência e de outros crimes que envolvem a juventude, Lere defende que o Governo não pode culpabilizar apenas os jovens, devendo sim refletir sobre as razões pelas quais estes tipos de crime continuam a existir.

Recorde-se que a 05 de maio de 1999, os então Ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, e da Indonésia, Ali Alatas, sob o testemunho do Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, assinaram o Acordo de Nova Iorque que formalizou a realização de uma consulta popular aos timorenses.

A 30 de agosto do mesmo ano, a ONU, através da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste, organizou uma consulta popular. Os timorenses tinham duas opções: escolher um estatuto autónomo especial na Indonésia ou a independência. A 4 de setembro, a ONU anunciou que de um total de 451.796 eleitores recenseados, votaram 446.953. O resultado ditou 344.580 votos (78,5%) a favor da independência e 94.388 (21,5%) a favor da autonomia.

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Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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