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OMS certifica Timor-Leste como país livre da malária

OMS certifica Timor-Leste como país livre da malária

A Bandeira de Timor-Leste. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 25 de julho de 2025 (TATOLI) – Timor-Leste foi certificado como livre da malária pela Organização Mundial de Saúde (OMS), um importante feito na saúde pública do país que iniciou os seus esforços de erradicação da doença logo após a independência em 2002.

De acordo com um comunicado de imprensa da OMS a que a Tatoli teve acesso, Timor-Leste é o terceiro país do Sudeste Asiático a ser certificado pela organização, depois das Maldivas em 2015, e do Sri Lanka em 2016.

“A OMS felicita o povo e o Governo de Timor-Leste por este importante passo. O sucesso do país prova que a malária pode ser travada com uma forte vontade política, intervenções sensatas, investimento nacional e estrangeiro sustentados e uma força de trabalho de saúde dedicada e unida”, afirmou o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Por norma, a OMS certifica a eliminação da malária quando um país comprova, sem sombra de dúvida razoável, que a transmissão doméstica daquela doença foi interrompida em todo o território durante pelo menos três anos consecutivos.

Conforme a mesma fonte, Timor-Leste reduziu com sucesso os casos de malária de um pico de mais de 223 mil em 2006 para zero casos domésticos em 2021, um marco significativo num país tropical onde as condições climáticas favorecem a reprodução e a transmissão do mosquito durante todo o ano.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, afirmou que a eliminação da malária é um momento de extraordinário orgulho nacional. “Há quase vinte anos que lutamos de aldeia em aldeia, de família em família. Esta vitória pertence aos nossos destemidos profissionais de saúde e a todas as famílias que escolheram a prevenção”, afirmou.

A Ministra da Saúde, Élia dos Reis Amaral, informou que a malária se tornou um dos inimigos mais temíveis do país. “Estávamos a perder muitas vidas para uma doença que podia ser prevenida. Mas os nossos profissionais de saúde foram resilientes, as nossas comunidades fortes e os nossos parceiros, como a OMS, estiveram ao nosso lado”, referiu a governante.

O Representante da OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, afirmou que o reconhecimento do organismo é uma vitória nacional decisiva, apoiada por uma liderança ousada, pelos esforços dos profissionais e pela determinação da população timorense. “O país continua focado, testando, tratando e investigando rapidamente. Acabar com a transmissão e manter zero mortes exige, mais do que apenas ciência, coragem”, explicou.

Arvind Mathur lembrou que o sucesso do país na erradicação daquela patologia começou com a rápida implementação do Programa Nacional de Malária implementado pelo Ministério da Saúde que se iniciou em 2003. Ao longo dos anos, as autoridades de saúde implementaram testes de diagnóstico rápido, introduziram a terapia combinada e distribuíram gratuitamente redes mosquiteiras tratadas com inseticida às comunidades de alto risco.

“Timor-Leste desempenhou um papel fundamental no apoio ao progresso da OMS rumo à eliminação. Isto inclui a facilitação de avaliações de campo após trinta e seis meses sem qualquer caso na área de origem e a facilitação da primeira e segunda Missões de Pré-Certificação da OMS em 2023 e 2024. O organismo coordenou também a Missão de Certificação Final em 2025, que confirmou a cessação sustentada da transmissão”, concluiu.

É relevante saber que, em 2024, o país conseguiu também a certificação de nação livre de filariose linfática.

Notícia relevante: Timor-Leste na iminência de obter certificação de país livre da Malária

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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