DÍLI, 21 de maio de 2025 (TATOLI) – Está a decorrer até ao dia 23, no Palm Spring Hotel, em Díli, o Seminário Regional sobre Descolonização, sob o tema Caminhos para um Futuro Sustentável: Promoção do Desenvolvimento Socioeconómico e Cultural dos Territórios Não Autónomos, coorganizado pelo Governo e pelo Comité Especial das Nações Unidas sobre a Descolonização (C24).
“Timor-Leste acredita firmemente que o processo de descolonização permanece incompleto, enquanto houver povos cuja vontade livre e genuína não tenha sido ouvida, respeitada e implementada”, referiu o Presidente República (PR), José Ramos Horta, no seu discurso, em Díli.
Para o Chefe de Estado, defender este princípio não é apenas um dever histórico, mas também uma contribuição essencial para “um sistema internacional mais justo, inclusivo e respeitador da dignidade humana”.
“No momento em que o mundo procura respostas para desafios globais de paz, justiça e desenvolvimento sustentável, não podemos ignorar as situações em que o direito à autodeterminação continua incompleto ou contestado”, disse.
Ramos Horta informou ainda que Timor-Leste acredita firmemente que todos os Territórios Não Autónomos sob consideração do C24 devem ter a oportunidade de decidir livremente o seu futuro, escolhendo os seus próprios sistemas políticos, económicos e sociais, em conformidade com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
“Timor-Leste reafirma seu compromisso com a resolução pacífica de conflitos, o diálogo construtivo, a não violência e a reconciliação, caminhos indispensáveis para alcançar soluções duradouras e equitativas para todos os povos que buscam a liberdade”, frisou.
Ramos Horta sublinhou que o objetivo do seminário em apreço é avaliar os avanços, desafios e conquistas na implementação do Plano de Ação da Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo, bem como propor estratégias concretas para acelerar o processo de descolonização.
Por sua vez, a Embaixadora de Santa Lúcia, Menissa Rambally, que presidiu ao seminário, manifestou a sua honra em participar no evento e enalteceu a presença de representantes de mais de 40 países e mais de 100 participantes.
A diplomata destacou ainda o simbolismo do evento para o povo timorense, como uma nação que superou o colonialismo e hoje promove o direito à autodeterminação de outros povos.
Rambally também recordou a celebração do 23.º aniversário da Restauração da Independência de Timor-Leste, destacando a transformação do país de um território não autónomo numa nação soberana.

Por sua vez, o Embaixador de Timor-Leste junto das Nações Unidas, Dionísio Babo, informou que o seminário vai promover debates inclusivos, que servirão de base para a sessão substantiva do Comité Especial, agendada para junho, em Nova Iorque.
“O momento é de contribuir, integrar esta comissão, debater, trocar informações e ideias para moldar todo o processo de descolonização”, afirmou.
Notícia relevante: Timor-Leste vai acolher Seminário Regional sobre Descolonização
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




