BOBONARO, 16 de junho de 2020 – O Bispo da Diocese de Bobonaro, Monsenhor Norberto Amaral, apelou aos deputados que evitassem atos de egoísmo e pedissem desculpa a toda a população timorense.
O Presidente da Conferência Episcopal de Timor-Leste, Dom Norberto Amaral, afirmou que a Igreja não participará em qualquer cerimónia ritual para reconstruir a mesa do Parlamento Nacional, enquanto os deputados não pedirem perdão ao povo de Timor-Leste.
O ex-pároco de Maubisse mostra-se insatisfeito com o facto de os deputados terem destruído a mesa do Presidente do Parlamento Nacional, sublinhando que estes atos não deviam acontecer numa “nação democrática construída com o sofrimento do povo timorense”.
“Apelo aos deputados que peçam perdão à população através do Parlamento Nacional, pois o povo quer a paz e o bem. Não podiam virar e destruir a mesa de um representante do povo timorense. Os deputados não podem discutir ou lutar, uma vez que o povo não quer estes atos”, disse Dom Norberto Amaral, em declarações aos jornalistas, na sua residência, no suco de Ritabou, em Maliana.
O líder da Igreja Católica em Timor-Leste insistiu que os parlamentares devem reconhecer os seus erros perante o povo timorense no Parlamento Nacional.
“Se os deputados pedirem perdão à sociedade, a Igreja participará na cerimónia do Parlamento Nacional. Caso contrário, não marcará presença. Para mim, os deputados têm de se ajoelhar perante a população, uma vez que são os representantes do povo e o segundo órgão soberano em Timor-Leste”, explicou.
O Presidente Episcopal pediu ainda aos líderes nacionais, nomeadamente a Kay Rala Xanana Gusmão, Taur Matan Ruak, Francisco Guterres ‘Lú Olo’ e Marí Alkatiri, que solucionassem o impasse político em Timor-Leste.
“A minha expectativa para a situação atual é que se interprete a lei e os atos de acordo com a Constituição. A Igreja coopera com qualquer líder em Timor-Leste, caso contrário dir-se-á que faz política no país”, explicou.
Dom Norberto acrescentou que os líderes não têm vontade de resolver o impasse político, pelo que o povo timorense ainda “vive em sofrimento em várias áreas importantes”.
Jornalista : Eugénio Pereira
Editor : Francisco Simões
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