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Exposição fotográfica e documentário homenageiam mulheres da Resistência

Exposição fotográfica e documentário homenageiam mulheres da Resistência

Exposição fotográfica e documentário homenageiam mulheres da Resistência. Foto/ONU Mulher

DÍLI, 09 de março de 2025 (TATOLI) – O Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT) e a ONU Mulheres assinalaram ontem o Dia Internacional da Mulher com uma exposição de fotografias sobre a participação de mulheres na resistência e com o lançamento de um documentário denominado “Mátria”.

O Diretor Executivo do AMRT, Jorge Alves, informou que a exposição fotográfica teve como objetivo valorizar o contributo de todas as mulheres na luta. Naquela, entre tantas outras, destacam-se duas das heroínas: Isabel Barreto, esposa do então Presidente Nicolau Lobato; e Virgínia de Araújo Soares, esposa do Ministro da Defesa do Governo formado após a Proclamação da Independência em 1975, Rogério Lobato.

“Elogio a participação destas mulheres, que, ao lado dos homens, sacrificaram as suas vidas pela libertação da pátria”, disse o dirigente à margem da celebração do dia em apreço, sob o tema “Para Todas as Mulheres e Meninas: Direito, Igualdade e Empoderamento”.

Relativamente ao documentário “Mátria”, este relata histórias não contadas oficialmente sobre o envolvimento de mulheres na resistência, desde 1975 até ao fim da invasão indonésia. Sofrendo de perseguição e de violência, aquelas lutaram ao lado dos homens e ajudaram-nos logisticamente.

A Coordenadora Residente da ONU em Timor-Leste, Olufunmilayo Abosede Balogun-Alexander, referiu que o ‘Mátria’, mais do que um documentário, é uma homenagem, um registo histórico e um apelo à ação, garantindo, desta forma, que “as vozes das mulheres que defendem a paz e os direitos humanos sejam ouvidas, reconhecidas, celebradas e nunca esquecidas”.

Segundo um comunicado do AMRT a que a Tatoli teve acesso, a exposição de fotografias e o lançamento do documentário visaram partilhar com o público as memórias de uma luta que também foi deles e, sobretudo, a encorajá-los a serem mais participativos na sociedade.

Para Olufunmilayo Abosede Balogun-Alexander, a luta pela independência de Timor-Leste é um testemunho da força do povo timorense, a qual pode ser constatada pelas inúmeras histórias inspiradoras de mulheres que desempenharam um papel transformador ao longo da ocupação indonésia.

“Há mais de duas décadas, as mulheres assumiram um papel fundamental em várias frentes. Algumas delas foram planeadoras estratégicas e figuras principais na frente diplomática, em advocacia internacional, em negociações e em campanhas de consciencialização para concretizar o fim da violência”, referiu.

Segundo a representante, a maioria de mulheres continua, atualmente, a lutar pela injustiça, pela igualdade de género e pelos direitos humanos para o desenvolvimento de Timor-Leste.

Notícia relacionada: Grupo de Mulheres do Parlamento associa-se ao Dia Internacional da Mulher

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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