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Profissionais do jornalismo em português vão frequentar formação em Portugal

Profissionais do jornalismo em português vão frequentar formação em Portugal

Jornalistas timorenses. Foto da Tatoli

DÍLI, 11 de outubro de 2024 (TATOLI) – Reforçar as competências técnicas em jornalismo, bem como linguísticas em língua portuguesa para jornalistas é a principal meta da 3.ª fase do Consultório da Língua para Jornalistas (CLJ) a partir de janeiro de 2025. A 3.ª fase contemplará os anos de 2025 a 2027.

Nesta senda, o CLJ vai enviar, no próximo ano, jornalistas, editores e revisores das secções de português da Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL), da Tatoli, do Timor Post e do Diligente, para frequentar uma formação em diversa temáticas da área do jornalismo no Centro Protocolar de Formação de Jornalistas (CENJOR), em Portugal. A informação veio pela voz do Coordenador do projeto, José Monteiro.

O dirigente disse que “serão criados anualmente um grupo de dez jornalistas provenientes das diversas secções de português” dos diversos media timorenses que usam a língua portuguesa na divulgação noticiosa.

José monteiro especificou que, a estes grupos, se deseja heterogeneidade na composição em termos de funções específicas (jornalistas, editores e revisores). “Nos três anos revê-se, em cada um, três grupos de dez pessoas para frequentarem uma formação no CENJOR, instituição tida como prestigiada nos círculos do jornalismo em Portugal. Terão a duração de 420 horas ou mais de três meses de segunda a sexta-feira de formação”, referiu o dirigente, em Díli.

O coordenador referiu ainda que a outra meta que vai nortear a atuação do CLJ é dar continuidade à formação diária em jornalismo e língua portuguesa nas redações. “Vamos manter o formador em cada secção para prestar apoio à equipa na revisão das notícias e serão integrados nesse grupo os cinco revisores do CLJ nas secções de português na Tatoli, no GMN, na RTTL e no Timor Post para reforçar o apoio à revisão”. E lembrou: “o objetivo é que no final do projeto sejam eles a substituir os portugueses para garantir a produção dos conteúdos informativos”.

José Monteiro salientou ainda que o plano já foi aprovado e será financiado pela Secretaria de Estado da Comunicação Social (SECOMS). Questionado precisamente sobre a questão orçamental, para a terceira fase, José Monteiro respondeu que a SECOMS previu uma dotação orçamental de 224 mil dólares americanos para financiar o curso intensivo em Portugal, a continuidade da contratação de cinco revisores e a inclusão de mais dois formadores nacionais que irão desenhar um currículo de formação técnica no Centro de Formação Técnica em Comunicação.

Recorde-se que o protocolo de cooperação para a primeira fase do projeto do CLJ foi assinado a 27 de outubro de 2016. Desde então, mais de 200 jornalistas e profissionais de comunicação social timorenses foram já beneficiados por esta iniciativa.  Relativamente à segunda fase, mais de 130 jornalistas e profissionais de comunicação social timorenses foram beneficiados com formação na área do português e em temas específicos para enriquecimento do vocabulário jornalístico em língua portuguesa.

Notícia relacionada: Portugal continuará a apoiar a formação de jornalistas timorenses

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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