DÍLI, 28 de novembro de 2023 (TATOLI) – No âmbito das comemorações do Dia da Proclamação da Independência, que se celebra anualmente a dia 28 de novembro, o Presidente da República, José Ramos Horta, condecorou o seu homólogo guineense, Umaro Embaló, com o colar da Ordem de Timor-Leste, grau Medalha de Honra, como forma de reconhecimento pelo seu trabalho em prol da promoção da amizade entre os dois povos, da reafirmação da paz e do fortalecimento da estabilidade nacional.
José Ramos Horta, no seu discurso, agradeceu a presença de Umaro Embaló, considerando-a “uma honra”, não só pela amizade que os nutre, mas sobretudo, por representar a fraternidade dos guineenses.
O Chefe de Estado aproveitou a oportunidade para transmitir os votos de felicitações ao povo guineense pelo 50.º aniversário da independência do país, que se comemorou a 24 de setembro. Ramos Horta considerou ainda que as celebrações da independência da Guiné-Bissau não apenas homenageiam os fundadores do país, incluindo o líder da luta armada, Amílcar Cabral, mas também lembram o “processo libertador que inspirou a proclamação da independência de Timor-Leste”, em 28 de novembro de 1975.
Por sua vez, o Presidente guineense afirmou estar presente nesta celebração e, em nome do povo guineense reafirmou a “mesma solidariedade entre os dois povos na resistência à dominação colonial, bem como contra a ocupação estrangeira, e o povo timorense escolheu os valores da liberdade e o direito à autodeterminação e independência”.
“Agradeço ao Presidente [Ramos Horta] a condecoração que o Estado timorense acaba de me conceder enquanto Presidente da República da Guiné-Bissau. Considero que esta alta distinção que me foi concedida a título pessoal destina-se também a enaltecer as relações históricas entre o povo guineense e o povo timorense, como ainda visa projetar no futuro a amizade e a solidariedade entre a Guiné-Bissau e Timor-Leste”, frisou o Chefe de Estado guineense.
Umaro Embaló enfatizou que a Guiné-Bissau estará sempre ao lado de Timor-Leste pois, desde o início, o país apoiou a luta do povo timorense pela independência. O Chefe de Estado recordou ainda que após a proclamação da independência de Timor-Leste, a Guiné-Bissau foi um dos primeiros países a reconhecer o Estado timorense. O Presidente guineense prometeu ainda voltar nos próximos dois anos para participar nas comemorações dos 50 anos da independência de Timor-Leste.
“Nós este ano celebramos 50 anos de existência da Guiné-Bissau e estamos sempre lado ao lado dos nossos irmãos timorenses. Ficamos muito contentes e agradecemos mais uma vez a forma como nos receberam aqui na República Democrática de Timor-Leste”.
A título biográfico, refira-se que o Presidente Embaló é um veterano militar e, desde há muito, exerce funções políticas na Guiné-Bissau. Foi eleito Presidente pela primeira vez em 2020, após ter exercido o cargo de Primeiro-Ministro entre 2016 e 2018. Observadores afirmam que, durante o seu mandato, o Presidente Embaló preferiu uma via reformista na senda da promoção da estabilidade na Guiné-Bissau.
A atribuição da medalha Grande Colar representa um reconhecimento da dedicação do Presidente Embaló no desenvolvimento da Guiné-Bissau através da diplomacia e cooperação internacional. “É uma honra para Timor-Leste e para a Guiné-Bissau”, declarou Ramos Horta.
Ramos Horta também galardoou o Vice-Primeiro-Ministro, Mariano Assanami Sabino, o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Ágio Pereira, os ex-Presidentes do Parlamento Nacional, Aniceto Guterres Lopes e Arão Noé de Jesus, bem como o deputado, David Dias Ximenes.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




