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Regresso às escolas de professores adstritos ao Ministério da Educação tarda

Regresso às escolas de professores adstritos ao Ministério da Educação tarda

O Diretor-Geral da Política, Planeamento e Parcerias do MEJD, Antoninho Pires. Imagem/TATOLI

DÍLI, 23 de agosto de 2023 (TATOLI) – Sessenta professores, nomeados pelo executivo anterior para cargos de chefes de gabinete, diretores nacionais ou regionais, ou diretores-gerais de diferentes órgãos do anterior Ministério da Educação, ainda não regressaram às suas escolas de origem. Volvidos que estão quase dois meses da tomada de posse do novo Governo, aqueles professores ainda não regressaram às suas escolas de origem. Na verdade, os 60 docentes estão em pleno exercício das funções que lhe foram atribuídas pela tutela durante o VIII Governo.

O Diretor-Geral de Administração e Gestão das Finanças, Antoninho Pires, explicou que a nomeação política está contemplada na lei e visa, no caso de nomeações dentro da classe docente, apoiar e reforçar os serviços do Ministério da Educação. Acrescentou que alguns professores suspenderam as suas funções a pedido do Governo anterior para assumir cargos que vão desde chefes de gabinete a diretores dos serviços de educação municipal.

Contudo, Antoninho, garantiu que “estes cargos são temporários, pois, após o término do mandato do Governo que os nomeou, os docentes têm de ser reintegrados na carreira docente”.

Apesar da garantia de regresso às escolas, a verdade é que os docentes ainda não foram reconduzidos seja para a sua escola de origem ou para outra cujas necessidades docentes  sejam mais prementes.

Antoninho Pires afirmou que a situação laboral destes 60 professores está a ser estudada, acrescentando que estes deixarão as funções para as quais foram nomeados assim que o ministério terminar o mapeamento das necessidades docentes.

Um dos docentes, Aniceto da Costa, nomeado Inspetor Escolar do Serviço de Educação Municipal de Díli em 2022, afirmou que a sua nomeação não se baseou no partidarismo político, mas sim “na confiança e no mérito”, acrescentando que “caso o novo Governo pretenda tomar uma decisão política e nomear outra pessoa para me substituir, continuarei a minha carreira como professor na Escola Secundária 12 de novembro de Becora”.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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