DÍLI, 24 de fevereiro de 2023 (TATOLI) – A embaixada nipónica assinalou ontem o 63.º aniversário do Dia Nacional do Japão, organizando uma cerimónia que contou com a presença de diversos governantes incluindo o Presidente da República, José Ramos Horta, e individualidades de vários países.
O Premiado Nobel da Paz agradeceu e enalteceu o apoio dado a Timor-Leste pelo Japão ao longo das últimas décadas.
“O Japão foi o primeiro país que organizou, em dezembro de 1999, a primeira Conferência Internacional de Doadores e angariou 500 milhões de dólares americanos para disponibilizar urgentemente a Timor-Leste”, referiu o Chefe de Estado, via comunicado do Palácio Presidencial, a que a Tatoli teve acesso.
Ramos Horta recordou ainda que desde então os dois países desenvolveram uma estreita relação de cooperação apoiada por diversas personalidades da sociedade japonesa e de vários, académicos, meios de comunicação social, políticos e artistas.
Para o Presidente, o Governo nipónico defendeu o multilateralismo e é um parceiro ativo em agências humanitárias e de desenvolvimento das Nações Unidas.
“O Executivo japonês tem apoiado ativamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo para a estabilidade, prosperidade e segurança humana na região do Sudeste Asiático, para a promoção e diversificação da indústria, para a melhoria das infraestruturas, bem como a para a cobertura da prestação de serviços sociais”, afirmou Ramos Horta.
No que respeita à assistência dada a Timor-Leste, o Governo do Japão presta auxílio através da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), da ONU, do Banco Mundial e ainda do Banco Asiático de Desenvolvimento.
Ramos Horta evidenciou também a JICA por ser um credor de Timor-Leste. Esta organização concedeu, entre outros, um empréstimo de cerca de 69 milhões de dólares para a construção de estradas, outro de 44,4 milhões para a expansão do Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato.
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O Chefe de Estado acrescentou que o Governo japonês tem atualmente outros programas em curso como o desenvolvimento de recursos humanos através de um programa de bolsas de estudo que conta com um custo por volta de três milhões de dólares; o desenvolvimento agrícola conta com cerca de três milhões de dólares para melhorar a gestão de irrigação, aumentar a produção de arroz, ter o acesso ao mercado, bem como a melhoria do sistema de compras e armazenamento.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




