DÍLI, 17 de março de 2020 (TATOLI) – O Governo de Timor-Leste (TL) apelou a toda a população para que não entre em pânico, caso o Presidente da República, Francisco Guterres “Lú Olo” decida decretar o estado de emergência devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
“O objetivo do estado de emergência é limitar a circulação de pessoas para prevenir o Covid-19. No entanto, será assegurada a aquisição de bens de primeira necessidade, medicamentos assim como as importações”, refere a nota de imprensa a que a Tatoli teve acesso, esta terça-feira.
O Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE) interino, Fidélis Manuel Leite Magalhães, convocou na segunda-feira um encontro geral com os dirigentes da Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar (AIFAESA, IP), o Centro Logístico Nacional (CLN) e agências importadoras. O encontro teve como objetivo discutir a importância de manter inalteradas as importações, contribuindo para o normal funcionamento das transações de bens e serviços.
Segundo o comunicado, o CLN anunciou que o stock nacional não irá escassear. É igualmente referido que, caso haja um bloqueio, o país não será afetado por um período de quatro meses.
O documento refere ainda que a AIFAESA juntamente com agências importadoras vão manter o controlo e a vigilância em todos os armazéns e lojas, medida esta que visa impedir que os operadores económicos subam os preços.
O Governo pediu, entretanto, aos consumidores e clientes que apresentassem queixa às autoridades competentes, em particular a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e à AIFAESA, caso identifiquem preços muito altos.
De acordo com a nota de imprensa, o Executivo pretende sancionar todos os importadores ou comerciantes que se aproveitem duma eventual situação de emergência para obterem lucro.
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