DÍLI, 23 de janeiro de 2020 (TATOLI) – A Diretora do Programa Nacional do Desenvolvimento dos Sucos (PNDS), Dulce Guterres Júnior, informou nesta quinta-feira que, em 2020, o PNDS pretende focar-se nos programas que podem gerar rendimentos junto da comunidade.
“Estamos a discutir, atualmente, a implementação de um programa de retorno económico. Agora, a equipa de PNDS está a fazer um estudo de viabilidade e identificar os locais onde pode ser implementado”, referiu a diretora da PNDS à Agência TATOLI, no seu gabinete.
A responsável lembrou, de igual modo, que, embora haja sítios com potencial turístico, faltam espaços para pernoitar ou fazer refeições.
“O PNDS tomou em consideração a questão da melhoria da qualidade de vida de pessoas nos sucos, sobretudo as questões económicas” salientou.
A Diretora da PNDS garantiu também que o PNDS vai dinamizar as atividades de acordo com os indicadores.
“Iremos começar a organizar formação junto da comunidade sobre as ações que poderão trazer retorno básico. A comunidade deverá participar na formação para saber gerir as infraestruturas básicas disponibilizadas”, afirmou.
280 projetos implementados em 2019
O PNDS , uma iniciativa do Governo timorense, pretende fomentar a participação da população no desenvolvimento das suas comunidades bem como na criação e manutenção de pequenas infraestruturas. Embora não tivessem sido totalmente implementados em três sucos, foram executados 280 projetos em 202 sucos.
Um destes sucos em que não foram levados a cabo todos os projetos é Maluro, no Posto Administrativo de Viqueque, Município de Viqueque, nomeadamente a construção da central de Gás Natural Liquefeito (GNL), em Beaço.
“Tivemos de o cancelar, porque a comunidade não permitiu que o projeto fosse lá feito. Foram cancelados também em dois sucos, em outros municípios, devido à alteração de prioridades”, disse a Diretora da PNDS.
Recorde-se que a implementação dos 280 projetos atingiu os 85%, aguardando-se este ano inaugurações.
“Estes projetos dependem das verbas alocadas por cada suco, visto que o Governo, através do Ministério da Administração Estatal, concedeu ao PNDS entre 40 a 70 mil dólares americanos”, lembrou.
Segundo a informação dada pela Presidente do PNDS, a utilização dos fundos está dependente do caderno de encargos (BoQ, em inglês), que concedeu valores entre os 18 mil e 30 mil dólares. Caso um suco receba 30 mil dólares, pode criar um projeto de grande dimensão.
“Acho, por isso, que os projetos de infraestruturas básicas não deviam ter um custo elevado. Por exemplo, em Oé-Cusse, um sistema de irrigação, que está a ser finalizado, custou 40 mil dólares” sublinhou.
Comunidade é dona de projetos
A Diretora da PNDS afirmou ainda que a comunidade é a “dona das infraestruturas básicas”, nomeadamente das estradas rurais, escolas e residências dos enfermeiros e médicos.
“Os projetos podem garantir retorno à comunidade, que é a dona dos projetos. Todas as pessoas são obrigadas a dar o seu maior contributo para o desenvolvimento do país”, acrescentou.
Dulce adiantou ainda que o PNDS vai verificar os projetos concluídos e que a população conta já com um grupo de técnicos para manutenção das obras.
Jornalista : Julia Chatarina
Editor : Xisto Freitas




