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AIFAESA cooperará com BPOM da Indonésia no controlo de alimentos

AIFAESA cooperará com BPOM da Indonésia no controlo de alimentos

Logotipo da AIFAESA

DÍLI, 07 de novembro de 2019 (TATOLI) – O Coordenador da Autoridade da Inspeção e Fiscalização das Atividades Económicas e Sanitárias (AIFAESA), Abílio Oliveira Sereno, informou que a AIFAESA assinará em breve um memorando de entendimento com a Agência de Controlo de Alimentos e Drogas (Badan Pengawas Obat dan Makanan – BPOM, em indonésio) da República da Indonésia para ajudar no controlo nos alimentos que circulam em Timor-Leste (TL).

Segundo o coordenador, a AIFAESA não tem atualmente laboratório e equipamentos adequados para testar os alimentos e, por isso, cooperará com a BPOM no teste a produtos importados, especificamente na questão da segurança alimentar.

“Planeámos cooperar, em breve, com a Badan Pengawas Obat dan Makanan, mas temos de passar pela assinatura do MoU. Por causa dos problemas atualmente ligados ao arroz de plástico, temos de verificar amostras no laboratório para sabermos se o produto está contaminado”, disse Abílio aos jornalistas numa conferência de imprensa realizada em Matadouro, nesta quinta-feira.

O Coordenador referiu ainda que, com esta cooperação, será possível à AIFAESA levar amostras de alimentos suspeitos de contaminação para testes no laboratório da BPOM.

Abílio Oliveira Sereno afirmou, contudo, que esta cooperação não se destina apenas ao controlo de alimentos, mas também à capacitação de recursos humanos para que possam controlar adequadamente esses alimentos.

O responsável revelou ainda que, apesar de a AIFAESA já ter recolhido amostras de arroz da marca Globus, ainda não puderam testá-lo devido à falta de recursos, recordando que é a instituição que controla a segurança alimentar em Timor-Leste e que tem o dever de procurar amostras deste tipo de arroz para as submeter ao laboratório do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Agricultura e Pescas (MAP).

“Procuramos apenas samples [amostras] e submetemo-las às duas instituições. No entanto, no que toca aos testes de arroz, estas duas instituições também não têm possibilidade [de o fazer], visto que o Ministério da Agricultura não tem laboratório para alimentos e o Ministério da Saúde está sem equipamentos e recursos adequados para os exames”, disse Abílio Oliveira Sereno aos jornalistas, em conferência de imprensa.

Segundo Abílio Sereno, levar a amostra de arroz para estrangeiro acarreta custos e a própria AIFAESA está sem verbas.

Também o Chefe de Departamento de Toxicologia do Laboratório Nacional do Ministério da Saúde, Gaspar Pinto, reconheceu que o laboratório do MS no Hospital Nacional Guido Valadares se encontra sem equipamentos adequados para examinar os alimentos.

“Mas falarei com os meus dirigentes para vermos os recursos para a amostra cedida pela AIFAESA e prometemos que não abandonaremos a amostra”, disse.

O Chefe de Departamento solicitou, por isso, ao Parlamento Nacional e ao Governo que tivessem em consideração a importância do laboratório assim como da aquisição de equipamentos completos e recursos adequados para assim futuramente poderem trabalhar de forma adequada no controlo da saúde pública.

“Não podemos fazer nada uma vez que os equipamentos não são adequados. Como é que ajudamos como técnicos no terreno? Propusemos ao Governo e Parlamento a alocação de verbas para o laboratório nacional. Caso contrário, não haverá controlo dos alimentos importados, o que trará impacto para os consumidores”, disse.

Também a Chefe de Departamento de Produção Alimentar e Gestão da Pós-Colheita do MAP, Suzana Vila Nova, afirmou que o ministério tem, atualmente, apenas um laboratório, mas ainda não efetuam o controlo dos alimentos.

“[A questão do laboratório] Dificulta, por isso, o controlo dos alimentos em Timor-Leste. Sugerimos ao Executivo que aloque verbas suficientes para construir um laboratório para os alimentos e faça o controlo dos alimentos importados do estrangeiro”, sugeriu, salientando que, se não se atribuísse importância à questão, seria difícil o controlo, o que afetaria a saúde pública.

Recorde-se que a AIFAESA já tem em sua posse uma amostra de arroz da marca Globus importado da China.

Segundo o diretor da AIFAESA, Gabriel Costa, a amostra foi recolhida na sequência de queixas dos consumidores relativas à má qualidade do arroz.

 Jornalista : Natalino Costa

Editora    : Maria Auxiliadora

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