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Unidades de saúde suspendem medicamentos à base de dexametasona e sinvastantina

Unidades de saúde suspendem medicamentos à base de dexametasona e sinvastantina

Imagem/Google.

DÍLI, 28 de junho de 2022 (TATOLI) – O Ministério da Saúde enviou, na semana passada, um despacho para que as unidades de saúde suspendam a administração e venda de medicamentos à base de dexametasona e sinvastantina provenientes da Índia.

“Já não temos embalagens destes fármacos em reserva”, afirmou a responsável da unidade farmacêutica do Centro de Saúde Formosa, Carolina Soares dos Santos, em Díli.

Segundo a dirigente, atualmente apenas têm medicação provenientes da Indonésia e do Canadá.

“Administramos mensalmente quatro mil embalagens de sinvastantina a pacientes com o colesterol alto e mil de dexametasona para o tratamento de alergias”, acrescentou.

Também o Diretor da Clínica do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), Marcelino Correia, referiu ter já solicitado aos médicos a suspensão dos referidos fármacos de acordo com o despacho do Ministério da Saúde.

“Já suspendemos os que são provenientes da Índia. Mas, continuamos a administrar os da Indonésia”, frisou.

De acordo com o dirigente, o ministério vai destruir estes medicamentos.

A Ministra da Saúde, Odete Belo, tinha antes dito que o ministério iria cooperar com a Tailândia e a Indonésia para se realizarem testes à qualidade dos fármacos.

“Continuamos a cooperar com a Austrália, mas vamos também fazê-lo com a Indonésia e a Tailândia para se fazerem testes à qualidade dos medicamentos”, disse.

A governante recordou que o Ministério da Saúde assinou, no ano passado, um acordo com o Laboratório de Administração de Bens Terapêuticos (TGA, em inglês) para avaliar a qualidade de vários tipos de medicamentos, entre os quais insulina, amoxicilina dexametasona e sinvastantina.

Questionada sobre os resultados do Laboratório da Austrália, Maria Odete Belo referiu que se detetou falta de qualidade nos medicamentos à base de dexametasona e sinvastantina.

“O resultado deste teste demonstra que a Direção Nacional das Farmácias e Medicamentos e o SAMES devem rever os documentos do concurso que seleciona as empresas farmacêuticas que fornecem medicação para Timor-Leste”, concluiu.

Notícia relevante: Mais de 140 mil embalagens de sinvastantina estão armazenadas no SAMES

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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