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Timor-Leste alerta para desafios no combate aos crimes ambientais

Timor-Leste alerta para desafios no combate aos crimes ambientais

Representante Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo. Fonte governamental

DÍLI, 11 de junho de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste defendeu, esta segunda-feira, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma resposta internacional mais robusta para prevenir e combater o tráfico de vida selvagem e outros crimes ambientais. Para o país, estas atividades representam uma ameaça crescente que ultrapassa as capacidades de monitorização do país.

A posição foi apresentada pelo Representante Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo, durante o debate de alto nível sobre a “Prevenção e Combate ao Tráfico Ilícito de Vida Selvagem e Outros Crimes que Afetam o Ambiente”, realizado em Nova Iorque.

Na sua intervenção, Dionísio Babo alertou para os desafios que o país enfrenta no controlo das suas extensas áreas marítimas e florestais, sublinhando que o tráfico de espécies selvagens e outros crimes ambientais têm impactos significativos na conservação da biodiversidade, na segurança e no desenvolvimento sustentável.

Apelou, por isso, ao reforço da cooperação internacional e à adoção de medidas mais eficazes para combater estas práticas ilícitas, incluindo o reconhecimento dos crimes ambientais como infrações transnacionais graves.

O diplomata defendeu a expansão do recurso a tecnologias de vigilância, como sistemas de monitorização por satélite, o reforço da governação comunitária, a integração de mecanismos anticorrupção na gestão dos recursos naturais e o aprofundamento da cooperação regional e multilateral.

Segundo o Embaixador, estas iniciativas são fundamentais para melhorar a capacidade de aplicação da lei e desmantelar as redes criminosas envolvidas em atividades que afetam o ambiente.

Durante o debate, o país destacou também os esforços desenvolvidos a nível nacional para proteger os recursos naturais, nomeadamente a expansão de mais de 40 áreas protegidas e a integração do sistema tradicional Tara Bandu, um sistema tradicional de regulação social, ambiental e cultural em Timor-Leste, nos mecanismos de governação ambiental.

Dionísio Babo concluiu que apenas através de uma ação coordenada entre Governos, instituições e comunidades será possível combater eficazmente os crimes ambientais e contribuir para a proteção da segurança global e do desenvolvimento sustentável.

Notícia relevante: Timor-Leste defende reforço da mediação para prevenir conflitos e promover a paz

Equipa da Tatoli

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