DÍLI, 2 de junho de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste defendeu, esta segunda-feira, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o reforço do papel da mediação como instrumento fundamental para a prevenção de conflitos, a resolução pacífica de litígios e a promoção da paz internacional.
Conforme fonte governamental, durante o debate sobre o fortalecimento da mediação na resolução pacífica de disputas, prevenção e resolução de conflitos, a delegação timorense sublinhou que a mediação produz melhores resultados quando é aplicada de forma precoce, inclusiva e em conformidade com o direito internacional.
Com base na sua experiência em resolução de conflitos e na construção do Estado, Timor-Leste destacou que uma mediação eficaz exige clareza dos factos, ampla participação das partes envolvidas e respeito pela soberania dos Estados.
Na intervenção, o país apresentou quatro exemplos considerados bem-sucedidos na sua história. Entre eles figuram o processo tradicional de reconciliação comunitária Nahe Biti Boot, implementado após a crise de 1999, os trabalhos da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação, a reconciliação bilateral com a Indonésia através da Comissão de Verdade e Amizade e a resolução pacífica do diferendo sobre a fronteira marítima com a Austrália, alcançada através de um mecanismo de conciliação apoiado pela ONU.
Segundo a delegação timorense, estes exemplos demonstram que a mediação pode ser eficaz aos níveis local, nacional, bilateral e internacional.
Timor-Leste apelou ainda à comunidade internacional para que reforce os investimentos em mecanismos de mediação e promova uma maior coordenação entre os diferentes níveis de resolução de conflitos.
Entre as prioridades defendidas pelo país destacam-se a mobilização antecipada de esforços de mediação antes da escalada dos conflitos, a integração de mecanismos comunitários de resolução de disputas nos processos de paz e o fortalecimento da ligação entre a mediação e o direito internacional.
A delegação exortou também os Estados-Membros da ONU a recorrerem com maior frequência a instrumentos jurídicos, como a conciliação e a arbitragem, para evitar que litígios se transformem em conflitos prolongados.
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Equipa da Tatoli




