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Timor-Leste defende autodeterminação e diálogo pacífico no Comité de Descolonização da ONU

Timor-Leste defende autodeterminação e diálogo pacífico no Comité de Descolonização da ONU

O Representante Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo, participou na quarta reunião do Seminário Regional das Caraíbas do Comité Especial das Nações Unidas para a Descolonização (C24), que decorreu, esta terça-feira, em Manágua, capital da Nicarágua. Fonte governamental

DÍLI, 28 de maio de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste reiterou a defesa de soluções pacíficas, inclusivas e baseadas no direito à autodeterminação durante a quarta reunião do Seminário Regional das Caraíbas do Comité Especial das Nações Unidas para a Descolonização (C24), que decorreu, esta terça-feira, em Manágua, capital da Nicarágua.

No âmbito do debate sobre os desenvolvimentos políticos nos Territórios Não Autónomos noutras regiões, o Representante Permanente de Timor-Leste junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Dionísio Babo, apresentou declarações sobre o Saara Ocidental, as Ilhas Malvinas e Gibraltar.

Relativamente ao Saara Ocidental, Timor-Leste defendeu que uma solução pacífica, justa e duradoura deve ser alcançada através de um processo político credível, inclusivo e supervisionado internacionalmente, em conformidade com o direito do povo saaraui à autodeterminação.

O país alertou ainda que ações unilaterais ou soluções impostas não contribuirão para uma resolução sustentável do conflito.

Na intervenção, Dionísio Babo destacou igualmente a dimensão humanitária da situação, sublinhando que milhares de refugiados saarauis continuam dependentes da assistência humanitária internacional.

De acordo com o diplomata, a dignidade, o bem-estar e a proteção destas populações devem continuar a ser uma prioridade da comunidade internacional.

Nas declarações sobre as Ilhas Malvinas e Gibraltar, Timor-Leste enfatizou a importância do diálogo pacífico, do envolvimento construtivo e de processos políticos inclusivos para resolver questões de descolonização ainda pendentes.

Com base na sua experiência histórica de independência, Timor-Leste reiterou que a paz duradoura e as soluções sustentáveis só podem ser alcançadas através da diplomacia, do respeito mútuo e da expressão genuína da vontade dos povos envolvidos.

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Equipa da Tatoli

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