DÍLI, 17 de abril de 2026 (TATOLI) – A empresa Pelican Paradise recusou comentar a instrução do Governo que fixa um prazo de dez dias para desocupar o terreno destinado à construção da Díli Cidade Histórica, em Liquiçá, onde primeira pedra foi lançada em novembro de 2023.
A declaração foi expressa pelo gestor do projeto, Osvaldo Boavida, numa mensagem dirigida à Tatoli. “Confirmo o que foi transmitido pelo Primeiro-Ministro, [Xanana Gusmão]. Da parte da empresa, não haverá comentários. As decisões cabem às autoridades (Governo)”, afirmou Osvaldo Boavida.
Recorde-se que o Chefe do Governo tinha anunciado ontem que o Executivo decidiu conceder um prazo de dez dias à Pelican Paradise para desocupar o terreno.
“Já existe uma resolução que encarrega o Vice-Primeiro-Ministro, Francisco Kalbuadi Lay, de contactar a empresa Pelican Paradise para acordar um prazo de dez dias para a saída, libertando o espaço para outros ocupantes”, afirmou Xanana Gusmão aos jornalistas, no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, no Bairro Pité, após o encontro semanal com o Chefe de Estado, Ramos-Horta.
O Chefe do Governo sublinhou que a eventual entrada de novos investidores poderá contribuir para a preparação de Timor-Leste enquanto país anfitrião da Cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático em 2029.
Xanana Gusmão referiu ainda que o Executivo cumpriu todas as exigências apresentadas pela empresa, nomeadamente no que diz respeito à instalação de infraestruturas essenciais, como o fornecimento de eletricidade e de água no local do projeto.
“O Estado respondeu a todas as solicitações, assegurando eletricidade e abastecimento de água. Contudo, foram posteriormente apresentadas novas exigências financeiras, incluindo a disponibilização de garantias bancárias adicionais, o que consideramos inadequado para um investidor desta dimensão”, salientou.
Recorde-se que a Díli Cidade Histórica iria ocupar cerca de 588 hectares, entre Tasi Tolu e Tíbar, representando um investimento de aproximadamente 700 milhões de dólares. O projeto incluía unidades hoteleiras, lotes residenciais, campos de golfe, um centro de desenvolvimento juvenil, uma escola internacional, um hospital e áreas comerciais.
Notícia relevante: Pelican Paradise tem dez dias para abandonar terreno da Díli Cidade Histórica
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




