DÍLI, 7 de abril de 2026 (TATOLI) – O Governo prestou homenagem às vítimas do Massacre de Liquiçá, ocorrido nos dias 5 e 6 de abril de 1999, durante a cerimónia do 27.º aniversário da tragédia, realizada no passado dia 5, em Liquiçá.
O evento contou com a presença do Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, que sublinhou que os mártires e as vítimas do massacre são os verdadeiros heróis da independência do país.
A cerimónia, que assinalou um dos episódios mais marcantes do período que antecedeu a restauração da independência, reuniu autoridades locais, vítimas, familiares e jovens num momento de reflexão sobre o impacto histórico do massacre.

O Chefe do Governo, na sua intervenção, enfatizou a importância de se recordar os acontecimentos de Liquiçá, destacando que a celebração da Restauração da Independência, marcada para o dia 20 de maio, deve também evocar o sacrifício das vítimas de 1999.
O PM frisou que as vítimas de Liquiçá, juntamente com os idosos que sobreviveram a essa época difícil, são os autênticos heróis. “O seu sofrimento foi o que nos deu a independência. Por isso, o povo é o verdadeiro herói. Não há outros heróis em Timor. Só o povo é que é o verdadeiro herói da independência”, afirmou Xanana Gusmão num comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso.
O Chefe do Executivo afirmou ainda que a melhor forma de prestar homenagem às vítimas é cumprir o compromisso de servir o povo e a nação.
Massacre de Liquiçá
O massacre na Igreja de São João de Brito, em Liquiçá, constitui um dos episódios mais trágicos da história da luta pela independência do país. No dia 6 de abril de 1999, muitas pessoas, temendo a violência das milícias pró-Indonésia, procuraram refúgio na igreja, acreditando estar em segurança. No entanto, o local foi invadido por milícias, em particular o grupo Besi Merah Putih, com o apoio de forças militares e policiais indonésias. O ataque resultou na morte de 30 pessoas e deixou mais de 100 feridos, vítimas de tortura, disparos e agressões violentas.
Equipa da Tatoli




