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Xanana Gusmão admite possíveis cortes na eletricidade devido à tensão no Médio Oriente

Xanana Gusmão admite possíveis cortes na eletricidade devido à tensão no Médio Oriente

O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão. Foto da Tatoli/Egas Cristóvão

DÍLI, 2 de abril de 2026 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, afirmou hoje que o Governo está a acompanhar de perto a evolução da tensão no Médio Oriente, admitindo a adoção de medidas de contingência, caso o conflito se prolongue e venha a afetar o abastecimento energético a nível global.

A declaração foi feita à margem do encontro semanal com o Presidente da República, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Entre as medidas equacionadas, Xanana Gusmão admitiu a possibilidade de racionamento de energia elétrica, incluindo a limitação de fornecimento por horários definidos, com previsão de corte de eletricidade às 23h e reposição às 05h da manhã. Referiu ainda eventuais imposições de restrições à utilização de viaturas, sobretudo nas instituições públicas e apelou ao público para reduzir a circulação, incluindo aos fins de semana.

“Se o conflito se agravar e tiver consequências mais profundas, poderemos ter de adotar medidas restritivas”, afirmou, salientando que o Executivo está a monitorizar a situação “com especial atenção”.

Segundo o Chefe do Governo, apesar de o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter indicado a possibilidade de um fim do conflito “nas próximas duas ou três semanas”, persistem riscos significativos para a estabilidade do abastecimento energético mundial.

Xanana Gusmão alertou que o conflito poderá ter impacto significativo na cadeia de abastecimento de combustíveis, sublinhando que eventuais danos em infraestruturas de produção de petróleo e gás nos países do Golfo poderão afetar o mercado global, com consequências para países importadores, como Timor-Leste.

“Mesmo que o conflito termine, será necessário tempo para reconstruir as infraestruturas destruídas e retomar a produção”, concluiu.

Notícia relevante: OMS: escalada do conflito no Médio Oriente agrava crise de saúde

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Rafael Ximenes Belo

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