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Plantadas mais de 1.600 mudas de cacaueiro e acácia em Beduku

Plantadas mais de 1.600 mudas de cacaueiro e acácia em Beduku

A Secretaria de Estado das Florestas promoveu, esta quinta-feira, uma ação de reflorestação na área de Beduku, em Díli. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 29 de janeiro de 2026 (TATOLI) — A Secretaria de Estado das Florestas promoveu, esta quinta-feira, uma ação de reflorestação na área de Beduku, em Díli, com o objetivo de reforçar a sustentabilidade ambiental.

A iniciativa, subordinada ao tema Promover a Reflorestação para Garantir a Sustentabilidade do Desenvolvimento Nacional, consistiu na plantação de 1.606 mudas de árvores na zona montanhosa de Beduku, situada na área limítrofe entre o suco de Comoro, em Díli, e o suco de Beduku, no município de Liquiçá.

A atividade constitui um projeto-piloto implementado num hectare, de um total de 100 hectares.

O Secretário de Estado das Florestas, Fernandino Vieira, sublinhou que a iniciativa assume particular relevância por contribuir para a recuperação de solos críticos nas zonas periféricas da capital.

“Estamos a lançar a segunda fase do programa de reflorestação, com vista à reabilitação e recuperação de áreas críticas em redor de Díli, que ao longo dos anos sofreram degradação”, afirmou.

Segundo o governante, a ação visa igualmente sensibilizar as comunidades, sobretudo as residentes em zonas rurais, para uma participação ativa no desenvolvimento nacional do setor florestal, em resposta aos desafios das alterações climáticas, a nível nacional, regional e global.

Fernandino Vieira alertou ainda para a significativa perda da cobertura florestal em Timor-Leste, defendendo uma atuação urgente e consistente na proteção das florestas nacionais, que representam cerca de 50% da área terrestre do país, com potencial para se tornarem economicamente sustentáveis.

No âmbito das políticas governamentais, destacou a continuidade da implementação do quadro legal, incluindo a Lei de Bases Florestais, que regula a gestão e a proteção dos recursos florestais no país.

O Secretário de Estado sublinhou ainda que Timor-Leste dispõe de uma paisagem natural de elevado valor, com Díli rodeada por montanhas e mar, uma característica que constitui um importante atrativo turístico.

“Contudo, assistimos hoje à degradação progressiva das nossas montanhas. É fundamental refletirmos em conjunto sobre soluções que preservem a beleza de Díli, no presente e no futuro”, afirmou.

De acordo com o Decreto-Lei n.º 05/2016, a área compreendida entre Tasi-Tolu e as montanhas de Beduku e Comoro integra o Sistema Nacional de Áreas Protegidas, com uma extensão de 3.422 hectares, funcionando como “zona tampão” essencial para a proteção da cidade durante a época das chuvas.

Por sua vez, o Secretário de Estado das Terras e Propriedades, Jaime Lopes, salientou que a reflorestação desempenha um papel determinante na preservação ambiental ao garantir a proteção do solo, da fauna e de outros recursos naturais.

“Este programa deve prosseguir para que as futuras gerações aprendam a valorizar e a proteger a natureza”, afirmou.

Na mesma linha, o Administrador de Dom Aleixo, José Soares, considerou a iniciativa fundamental para a capital, destacando a necessidade de se travar a perda de árvores em Díli e de envolver toda a comunidade na recuperação da cobertura vegetal e na prevenção da erosão dos solos.

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Jornalista: Arminda Fonseca/Tradução: Equipa da Tatoli

Editora: Maria Auxiliadora

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