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INTERNACIONAL

Ramos-Horta diz estar preocupado com situação na Guiné-Bissau

Ramos-Horta diz estar preocupado com situação na Guiné-Bissau

Presidente da República, José Ramos Horta. Foto Tatoli/Francisco Sony.

 

DÍLI, 27 de novembro de 2025 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, disse estar preocupado com os recentes acontecimentos na Guiné-Bissau, reafirmando o compromisso do país com a paz, com o Estado de Direito e com a ordem constitucional.

Ramos-Horta recordou os laços históricos e de amizade entre Timor-Leste e a Guiné-Bissau, reforçados pela pertença comum à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ao g7+.

“Enquanto nação que também percorreu um caminho rumo à paz, estabilidade e consolidação democrática, acreditamos profundamente na importância de se resolver tensões políticas através de processos constitucionais e do diálogo pacífico”, sublinhou, num comunicado presidencial a que a Tatoli teve hoje acesso.

O PR lembrou ainda que a Guiné-Bissau exerce atualmente a presidência rotativa da CPLP, cargo que implica a responsabilidade de promover a cooperação, a solidariedade e o diálogo construtivo entre os países lusófonos.

Ramos-Horta apelou aos líderes e instituições guineenses para que coloquem o interesse nacional acima de tudo, rejeitem qualquer forma de violência e defendam a ordem constitucional, “que salvaguarda a vontade do povo”. O Chefe de Estado destacou também a importância de se proteger o processo eleitoral e de se aguardar pelos resultados oficiais.

“Exorto todas as partes a trabalharem em conjunto pela paz e pela estabilidade”, referiu.

Timor-Leste afirmou que continuará ao lado da Guiné-Bissau e dos parceiros internacionais comprometidos com a paz e a estabilidade, estando disponível para apoiar esforços diplomáticos que promovam a calma, protejam a ordem constitucional e assegurem o bem-estar da população guineense.

Segundo a imprensa local, os militares anunciaram ontem “o controlo total” da Guiné-Bissau, após um tiroteio que durou cerca de meia hora.

Os militares disseram reagir “à descoberta de um plano em curso de destabilização do país”, atribuído a “alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões de droga nacionais e estrangeiros”.

O plano consistiria ainda na “tentativa de manipulação dos resultados” das eleições que tiveram lugar no passado dia 23. O Presidente da República do país, Umaro Sissoco Embaló, foi detido.

Equipa da Tatoli

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