DÍLI, 18 de novembro de 2025 (TATOLI) – A adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e à Organização Mundial do Comércio (OMC) está a abrir novas oportunidades de investimento e aumentar a confiança de investidores internacionais, sobretudo da Malásia.
A declaração foi proferida pelo Diretor-Executivo da TradeInvest, Agência Estatal de Promoção Investimento e Exportação, Arcanjo da Silva, no seminário Doing Business with Malaysia, organizado pela Malaysia External Trade Development Corporation, em parceria com a Embaixada da Malásia, que decorre até ao dia 20 no Palm Spring Hotel, em Díli.
Arcanjo da Silva sublinhou que a adesão de Timor-Leste à ASEAN, alcançada recentemente sob a presidência da Malásia, juntamente com a adesão à OMC, garante acesso a mercados regionais mais amplos, maior transparência regulatória e segurança jurídica para investidores estrangeiros, “reforçando simultaneamente as bases do crescimento económico nacional”.
O dirigente destacou ainda que o país dispõe agora de cinco acessos de transporte internacional, nomeadamente via Kupang e Bali (Indonésia), Darwin (Austrália), Singapura e Kuala Lumpur (Malásia). Esta conectividade, disse, permite que empresas e investidores se liguem facilmente tanto à região da ASEAN como aos mercados globais.
Do ponto de vista comercial, Arcanjo da Silva destacou a desigualdade significativa da balança comercial do país, com as importações a ter um peso elevado face a um volume ainda reduzido de exportações. Para o Diretor-Executivo, esta realidade representa uma oportunidade concreta de investimento, permitindo que empresas estrangeiras contribuam para reduzir o défice comercial e apoiar o desenvolvimento económico.
O investimento em Timor-Leste está salvaguardado pela Lei do Investimento Privado n.º 15/2017, que permite ajustamentos anuais para acompanhar as dinâmicas regionais e internacionais.
Entre os incentivos oferecidos pelo Governo aos investidores elegíveis destacam-se: a isenção de imposto sobre o rendimento das empresas; a isenção de taxas de importação para equipamentos; e benefícios fiscais diferenciados por localização: cinco anos em Díli, oito anos noutros municípios e dez anos em zonas especiais, como Ataúro e Oé-Cusse.
O dirigente sublinhou ainda que Timor-Leste está a incentivar investimentos nas áreas da agricultura, das pescas, da manufatura ligeira e das energias renováveis, em linha com a estratégia nacional de diversificar a economia e reduzir a dependência do setor petrolífero.
Notícia relevante: Empresas malaias exploram oportunidades de negócio em Timor-Leste
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




