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OMS e Governo discutem normas para alimentação saudável e combate ao tabagismo

OMS e Governo discutem normas para alimentação saudável e combate ao tabagismo

Uma sessão da fotografia do Representante da OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, e da Diretora-Geral de Prestação de Serviço de Saúde, Elisabeth Letomau, e representes do Ministério da Educação e do Ministério da saúde. Foto de Felicidade Ximenes

DÍLI, 03 de outubro de 2025 (TATOLI) – A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, realizou um workshop  para discutir normas relativas à alimentação saudável dos vendedores de comida nas escolas e orientações para a promoção de um ambiente escolar livre de tabaco.

A iniciativa, que decorreu na sala de reuniões do Instituto Nacional de Saúde Pública de Timor-Leste (INSP-TL), em Comoro, sob o tema Regulamentação dos Vendedores de Alimentos nos Recintos Escolares, teve como objetivo promover escolas mais saudáveis e seguras para as crianças, ao abrigo do Programa “Diga Não aos 5S” (não à fome, à helmintíase transmitida pelo solo, às doenças de pele, ao tabaco e às bebidas açucaradas e alcoólicas nas escolas).

O Representante da OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, informou que a equipa da organização realizou, em 2022, um levantamento de dados em várias escolas, cujos resultados mostraram que alguns estudantes do 3.º ciclo consomem bebidas açucaradas e álcool vendidos nas proximidades dos estabelecimentos das escolas.

O representante da OMS salientou que os resultados variam entre municípios. Em Díli, quase todas as escolas estão rodeadas de vendedores de comidas rápidas e bebidas açucaradas. Já em Ermera, as escolas incluídas na amostra encontravam-se próximas de lojas que vendem álcool e tabaco.

“Quero destacar também exemplos positivos, como em Viqueque, onde não existem lojas de álcool ou tabaco perto das escolas. Isto demonstra que as crianças podem ser protegidas contra produtos prejudiciais à saúde. Este é o caminho a seguir. A nossa solução passa por uma abordagem unificada. Propomos a criação de um enquadramento nacional que defina claramente o que é saudável e o que não é”, destacou.

O dirigente sublinhou que a OMS não pretende prejudicar os vendedores, mas sim cooperar com eles para promover alimentos mais saudáveis e apoiar o comércio local. Alertou, contudo, que a venda de produtos nocivos à saúde representa uma grave ameaça para os estudantes, sobretudo devido à forte presença de tabaco nos recintos escolares.

De acordo com a OMS, em Timor-Leste, quatro em cada dez pessoas fumam e a idade média de início do consumo é de 18 anos. Muitas crianças, além de potenciais fumadores, são também vítimas do fumo passivo: mais de 80% em casa e 52% em locais de trabalho, incluindo escolas. Por isso, a organização defende que as escolas devem ser espaços de proteção, onde fumar e vender tabaco seja expressamente proibido.

Por sua vez, a Diretora-Geral de Prestação de Serviço de Saúde, Elisabeth Letomau, alertou que o tabaco pode causar cancro do pulmão, doenças cardíacas e respiratórias. Defendeu que os estabelecimentos de ensino devem estar livres de tabaco, para proteger as crianças e afirmar a escola como um espaço de saúde e segurança.

Segundo o inquérito Global Youth Tobacco Survey, realizado pela OMS em 2019, 37% dos jovens timorenses fumam, colocando o país no terceiro lugar do Sudeste Asiático com maior consumo de tabaco entre os mais novos. O estudo mostra ainda que quatro em cada dez estudantes, entre os 13 e os 15 anos, já fumam — um dado preocupante para a saúde pública.

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Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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