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Fundação Alola alerta para riscos do consumo do leite em pó, quando não é preparado com condições de higiene adequadas

Fundação Alola alerta para riscos do consumo do leite em pó, quando não é preparado com condições de higiene adequadas

Diretora-Executiva da Fundação Alola, Maria Imaculada Guterres. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 22 de julho de 2025 (TATOLI) – A Diretora-Executiva da Fundação Alola, Maria Imaculada Guterres, afirmou que o leite em pó pode ser prejudicial à saúde dos bebés, caso não haja condições adequadas de higiene durante a sua preparação.

O organismo atua, entre outros, no apoio a mulheres e recém-nascidos, através de programas de saúde materno-infantil, promovendo a importância de as grávidas, parturientes e mulheres em geral terem acesso a assistência médica.

A responsável lembrou que, além de risco de contaminação por bactérias, dificuldades de digestão, aumento do risco de alergias e potenciais problemas de saúde a longo prazo, esta “negligência” pode contribuir para a má nutrição, pelo que recomenda, se possível, a amamentação exclusiva durante os primeiros meses de vida do bebé.

“As mães não devem recorrer ao leite em pó, porque os riscos são grandes e as crianças podem contrair infeções quando a água não é potável ou os utensílios utilizados não são esterilizados, isso pode causar infeções e contribuir para a desnutrição”, afirmou a dirigente, no salão do Instituto Nacional de Saúde Pública de Timor-Leste, em Comoro, à margem de uma cerimónia de assinatura de um acordo entre ambas as entidades.

Maria Imaculada Guterres salientou que o uso de leite em pó deve ser feito apenas com base na prescrição médica. “Algumas crianças precisam realmente de consumir estes leites, mas devem seguir os procedimentos médicos”, referiu.

A dirigente recordou que, em 2023, o Governo aprovou o regime jurídico dos substitutos do leite materno com vista à regulamentação de comercialização, informação, publicidade e controlo de qualidade dos produtos destinados, direta ou indiretamente, à alimentação de lactentes (bebés em idade de amamentação) e de crianças até aos três anos.

“O propósito desta lei não é proibir as mães de recorrerem a substitutos de leite materno, mas sim educar as progenitoras e os profissionais de saúde sobre os riscos associados ao uso daqueles produtos e desincentivar a sua promoção”, explicou a responsável.

Importa lembrar que com a aprovação do regime, preveem-se ainda contraordenações entre os mil e os quatro mil dólares americanos e a possibilidade de sanções como a suspensão da comercialização do produto ou mesmo o arresto dos produtos ao agente comercial que os venda dum modo que viole o disposto no novo regime jurídico.

O Representante da Organização Mundial de Saúde em Timor-Leste, Arvind Matur, tinha referido, em 2023, na cerimónia de lançamento da Campanha Nacional sobre o aleitamento materno para mulheres timorenses, que a amamentação é a forma mais eficaz de assegurar a saúde e a sobrevivência das crianças.

Notícia relacionada: OMS e UNICEF promovem a importância do aleitamento materno

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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