DÍLI, 07 de novembro de 2023 (TATOLI) – Filomena da Costa “Mimi”, uma professora de língua indonésia na Escola Secundária do Colégio São Miguel Arcanjo (COSAMAR) em Same, Manufahi, foi uma das premiadas da 5.ª edição do Prémio Princesa Maha Chakri do Reino da Tailândia, que decorreu no passado dia 17 de outubro, em Bangkok. No caso concreto, Filomena da Costa foi distinguida pelo seu trabalho assistencial e pedagógico com crianças vulneráveis.
O Prémio Princesa Maha Chakri é atribuído a cada dois anos a professores provenientes de países que integram o Sudeste Asiático e deram um contributo para permitir mudanças na vida dos estudantes, sobretudo a integrantes de grupos mais carenciados.
Em entrevista à Tatoli, a premiada Filomena da Costa contou que em 2020 estabeleceu o centro Mother Mary Home Care para prestar os cuidados a crianças carenciadas e abandonadas com idades compreendidas entre os três e os 15 anos. “O reino da Tailândia ofereceu este prémio a professores que deram o seu contributo para permitir mudanças na vida dos alunos e no desenvolvimento do setor educativo de cada país, sobretudo na sua escola origem”, informou a premida à Tatoli.
Filomena da Costa sublinhou que ser uma educadora “é um privilégio”, pois permite partilhar conhecimentos com outras pessoas, uma vez que “foram os professores que deram origem a todas as profissões”. “Agradeço este prémio e, por isso, estou muito feliz, porque nunca me imaginava a ganhá-lo, mas tudo isto é o plano de Deus”.
A professora lembrou que, após concluir o ensino secundário, não continuou a frequentar no ensino superior, pelo facto de ser oriunda de uma família sem condições financeiras. Com estas limitações, Filomena da Costa decidiu frequentar o curso de língua portuguesa do nível A1 e A2. O seu professor era um português que descobriu as suas capacidades e aconselhou-a a pedir autorização à escola para se tornar uma professora com vista a continuar o seu curso de língua portuguesa, tendo finalmente conseguido assinar um contrato para ensinar crianças naquela escola.
Filomena da Costa recordou que o Ministério da Educação (ME) efetuou o processo da seleção aos candidatos em cada município, sublinhado que os candidatos foram obrigados a preencher o formulário e apresentar um vídeo relativo ao seu trabalho do centro estabelecido, incluindo apresentar outros documentos necessários. A Premiada contou que após verificar, a equipa do ME fez uma entrevista aos candidatos e visita aos estabelecimentos de estabelecimento de cada pessoa.
A Fundação do Prémio da Princesa Maha Chakri trabalhou em parceria com o Secretariado do Conselho de Professores dos Ministérios da Educação, do Interior e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de 11 países do Sudeste Asiático, com a Fund for Educational Equality (EEF), com o Ministério do Interior e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação atribuiu uma medalha da Princesa Maha Chakri, um certificado, bem como 10 mil dólares americanos a cada vencedor. Neste ano, este prémio foi também atribuído a outros dez docentes: Mohamad Amir Irwan Haji (Brunei Darussalam), Chakriya Hay (Camboja), Harisdayani (Indonésia), Kimfueang Heuangmany (Laos), Saifulnizan Che Ismail (Malásia), Daw Aye Su Win (Myanmar), Jerwin Valencia (Filipinas), Chew Luan Penny Chong (Singapura), Manh Hung Nguyen (Vietname) no Niwat Ngerngammesuk (Tailândia).
Recorde-se que em 2021, o Prémio da Princesa Maha Chakri foi também atribuído a Vicente da Silva, Diretor da Escola Básica Central n.º 1 em Trilolo, em Baucau. Além disso, em 2019, foi atribuído a Lurdes Gonçalves, professora da Escola Básica Filial de Matata, em Ermera e, em 2017, venceu Leopoldina Guterres, professora do ensino básico na Escola de São José, em Baguia, Baucau. Finalmente, em 2015, Júlio Ximenes, professor do Ensino Básico de Hatolia, do município de Ermera, conquistou o galardão.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




