iklan

HEADLINE, NOTÍCIAS DE HOJE, SAÚDE

Mais de 50 crianças infetadas com o vírus da SIDA

Mais de 50 crianças infetadas com o vírus da SIDA

Imagem do Google.

DILI, 06 de outubro de 2022 (TATOLI) – As Autoridades competentes deram a conhecer que, no período 2003-2022, foi detetado o vírus HIV, da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), a 51 crianças em Timor-Leste.

O Presidente do Instituto Nacional do HIV/SIDA (INCSIDA), Atanásio de Jesus, afirmou que, a respeito deste assunto, o Instituto tem colaborado com o Ministério da Saúde para prevenir a infeção do HIV em crianças.

“Com base na informação do INCSIDA, desde 2003 até ao fim de setembro de 2022, o vírus do HIV foi detetado em 51 menores. O INCSIDA tem colaborado com o Ministério da Saúde, via Hospital Nacional Guido Valadares, com a Clínica do Bairro Pité e ainda com outras agências relevantes, para combater esta síndrome, informou Atanásio de Jesus, em Luru-Mata, em Díli.

Ainda de acordo com o Presidente do INCSIDA, as crianças são portadoras do HIV, porque este foi transmitido por via de suas mães. Atanásio de Jesus especificou esta circunstância: “Mães que sejam portadoras do vírus do HIV durante a gravidez e que amamentem os seus bebés, poderão transmitir a SIDA para os seus filhos, infetando-os”.

“Para prevenir a transmissão desta síndrome, o INCSIDA coopera com o Ministério da Saúde levando a cabo testes obrigatórios ao sangue a mulheres grávidas e, àquelas que acusem positivo, impõe o uso de novas drogas antivirais assim que elas dão à luz. Isto justifica-se porque muitas vezes a transmissão do vírus também ocorre durante o parto. Em todo o caso, medidas que detetem precocemente o vírus HIV e o tratem tão cedo quanto possível, são prioridades”, acrescentou Atanásio de Jesus.

O vírus do HIV, quando se transmite da mãe para o bebé durante a gravidez, o parto ou o período de amamentação, chama-se transmissão do HIV perinatal ou transmissão do vírus HIV de mãe para filho. Em Timor-Leste, esta é a maneira mais comum de transmissão daquele vírus e caracteriza os casos positivos de crianças com a SIDA, sobretudo em crianças com uma idade inferior a 13 anos.

Um estudo recente da UNAID Global AIDS, de 2022, revelou que apenas 52% das crianças portadoras do vírus do HIV recebem tratamentos para a SIDA, enquanto adultos, na mesma condição, recebem os fármacos antirretrovirais na ordem dos 76%.

Preocupados com a lentidão no progresso de tratamento de crianças seropositivas, bem como no alargamento da percentagem de tratamento entre aquelas e adultos, a UNAID, a UNICEF, a Organização Mundial de Saúde e outros parceiros, organizaram uma aliança global para assegurar que o tratamento não seja negado a nenhuma criança que viva com o HIV, até ao fim desta década, bem como prevenir novas infeções infantis.

Esta aliança, a Nova Aliança Global para Acabar com a SIDA Infantil até 2030, foi anunciada por figuras de liderança na Conferência Internacional de SIDA, que ocorreu em Montreal, no Canadá, e definiu quatro pilares essenciais numa ação coletiva contra a propagação da SIDA infantil:

  1. Acabar com a diferença de tratamento farmacológico entre mães e adolescentes grávidas, ou a amamentar bebés, e otimizar a continuidade dos tratamentos durante ou após aquelas situações;
  2. Prevenir e detetar novas infeções a mães e adolescentes grávidas, ou a amamentar bebés;
  3. Tornar acessíveis os testes e cuidados integrados a bebés, crianças e adolescentes expostos ou seropositivos;
  4. Abordar, mitigando ou eliminando, as barreiras sociais e de género que ainda obstaculizam o acesso a tratamentos ao HIV.

O vírus de imunodeficiência humana (HIV, em inglês) é um vírus que ataca e debilita sistema que dá imunidade às infeções. Se não for tratado, pode conduzir à SIDA. Sendo já classificada como uma doença crónica, atualmente não existe nenhum medicamento que cure a SIDA de um modo permanente.

Jornalista: Camílio de Sousa/Tardutora: Jesuína Xavier

Editora: Nelia Borges

iklan
iklan

Leave a Reply

iklan
error: Content is protected !!