DÍLI, 09 de março de 2022 (TATOLI) – A Organização Não Governamental (ONG) Lao Hamutuk manifesta a sua preocupação com o conflito entre Rússia e a Ucrânia e pede aos países vizinhos que acolham refugiados.
A Lao Hamutuk considera a invasão russa à Ucrânia um atentado aos direitos humanos. Em duas semanas, morreram muitos cidadãos, foram destruídas infraestruturas e mais de dois milhões de habitantes foram forçados a fugir do país.
“Estamos muito preocupados com o sofrimento dos civis e inocentes, em consequência deste ato ilegal e violento. Muitas pessoas perderam as suas vidas, os seus bens e todos os seus direitos e liberdades”, diz um representante da organização, num comunicado dirigido à Tatoli.
“Seria melhor que os conflitos fossem resolvidos através de uma comunicação pacífica, com respeito pela soberania de cada nação”, afirma o documento.
A nota refere ainda que a Lao Hamutuk apelou à segurança das pessoas e ao fim da violência, junto da Organização das Nações Unidas (ONU), da Rússia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, em inglês)
“Sugerimos à ONU e às nações poderosas que ajudem o povo ucraniano, sem fomentar a guerra. Exigimos que a Rússia se retire imediatamente do território da Ucrânia para pôr fim ao grave sofrimento da população civil”, diz o comunicado.
A Lao Hamutuk exigiu ainda que a NATO e as potências ocidentais exerçam pressão sobre a Rússia, através da conversação, evitando o aumento de insegurança global.
Por último, a organização solicita aos países vizinhos que acolham os refugiados da Ucrânia para diminuir o pesado sofrimento, causado por este conflito militar.
No documento, a Lao Hamutuk concorda com a declaração proferida pelos representantes da Missão Permanente de Timor-Leste junto das Nações Unidas, durante a 10.a sessão extraordinária da Assembleia-geral da ONU.
A organização salientou ainda que “a declaração apela às nações o respeito pelo direito internacional, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela integridade soberana de cada nação”.
A Lao Hamutuk mostra-se preocupada, porque “a guerra continua e o militarismo e as ditaduras prejudicam os direitos humanos e as liberdades” apesar de reconhecer que a ONU está a investir fortemente na paz e na segurança.
Esta organização referiu também os conflitos no Iémen, no Saara Ocidental, na Palestina, no Mianmar, na Papua Ocidental e noutros lugares, onde milhares de pessoas morreram e os direitos humanos são rotineiramente violados.
A Lao Hamutuk relembrou, ainda, a invasão da Indonésia e a sua ocupação em Timor-Leste durante 24 anos.
De acordo com a organização, a invasão e a ocupação ilegais da Indonésia matou quase 200 mil timorenses, destruiu a riqueza do povo e humilhou milhares de civis.
“Países e empresas, que beneficiaram da invasão e ocupação indonésias, não pagaram indemnizações pelos danos causados. Não foram, portanto, responsabilizados pelos seus atos”, conclui o documento.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




