DÍLI, 15 de novembro de 2021 (TATOLI) – A Secretaria de Estado para a Igualdade e Inclusão (SEII), juntamente com organizações da sociedade civil, efetuou a revisão do Plano de Ação Nacional (PAN) sobre a Violência Baseada no Género para 2022-2026.
A Diretora Nacional de Política de Género e Inclusão da SEII, Maria Filomena de Barros, defende a necessidade de serem analisadas as vantagens e desvantagens do plano, especialmente no que concerne à cooperação entre o Governo e a sociedade civil.
“Há sinais positivos resultantes deste PAN, como uma redução gradual no número de casos de violência doméstica. Contudo, continua a não haver mudanças na mentalidade das pessoas sobre a questão. Outro desafio é a ineficácia da comunicação entre a sociedade civil e o Governo”, afirmou a diretora, em Delta Nova, Díli.
Segundo a responsável, o Governo, a sociedade civil e outros parceiros vão dar continuidade aos programas relativos à campanha de eliminação da violência doméstica.
É de lembrar que, em 2010, se registaram 1.319 casos de violência doméstica na Polícia Nacional de Timor-Leste.
Já uma pesquisa demográfica realizada em 2010 e 2015 indica que 50% dos homens reconheceram terem praticado violência contra as suas mulheres.
A Diretora da Fundação CODIVA, Laura Afonso de Jesus, disse, por sua vez, que é preciso incluir no PAN as questões ligadas às pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexo (LGBTI).
“A violência não afeta apenas as crianças e mulheres, mas também o grupo marginalizado de LGBTI”, disse.
Laura Afonso acrescentou, por isso, que a fundação disponibilizou formação a 600 pessoas de vários níveis – autoridades locais, jovens e polícias – para que possam entender a orientação sexual.
Notícia relevante: SEII regista mais de mil casos de violência doméstica
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




