DÍLI, 09 de março de 2021 (TATOLI) – Os representantes do povo no Parlamento Nacional (PN) pedem ao Governo que reveja a implementação da cerca sanitária e do confinamento obrigatório em Díli e recomendam ainda que estas medidas sanitárias sejam também aplicadas em todo o território nacional.
Os pedidos surgem na sequência de milhares de residentes em Díli terem saído da cidade, horas antes de estas medidas entrarem em vigor.
“Temos de rever exaustivamente esta decisão sanitária, pois, embora Díli esteja em confinamento domiciliário obrigatório e com cerca sanitária, todos os órgãos estatais mantêm o seu trabalho e há pessoas que regressaram para os seus municípios de origem, o que pode possibilitar o surgimento de casos em outros locais. Então, devemos ponderar bem esta decisão para evitar que todas as pessoas sejam infetadas”, referiu o deputado da FRETILIN José Agostinho Siqueira ‘Somotxo’, no plenário, esta terça-feira.
O deputado defendeu também que seria preferível a cerca sanitária e o confinamento obrigatório serem aplicados em todos os municípios durante 15 a 30 dias.
“Implementámos a cerca sanitária só em Díli e autorizámos igualmente a saída daqueles que precisam. Isto poderá deslocar o vírus para outros destinos, o que nos obriga a continuar à procura do seu foco. Na minha opinião, estas medidas devem ser implementadas entre 15 a 30 dias em todo o território. O povo tem de fazer um sacrifício neste período. Caso contrário, será possível que não conseguimos controlar as infeções”, destacou.
Insistiu, como tal, na importância de ser revista a decisão de impor tanto a cerca sanitária como o confinamento obrigatório em Díli.
Também o deputado do Partido de Libertação Popular Abel Pires da Silva pediu a revisão das medidas restritivas impostas em Díli.
“Há necessidade de ser revista a decisão da cerca sanitária e do confinamento em Díli, pois, horas antes de estas medidas entrarem em vigor, muitas pessoas regressaram aos seus municípios, o que poderá causar novos problemas”, lamentou.
Defendeu, por último, a importância de o Ministério da Saúde organizar uma testagem em massa a toda a população timorense, pois “não se sabe de onde veio o primeiro caso que surgiu em Bebonuk, até o próprio Centro Integrado da Gestão de Crise desconhece a sua origem”.
Jornalista: Evaristo Soares Martins
Editor: Câncio Ximenes




