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MS distribui larvicidas e realiza ações de fumigação

MS distribui larvicidas e realiza ações de fumigação

Equipa de saúde está a efetuar operações de fumigação nas aldeias afetadas por casos de dengue. Imagem Tatoli/António Dasiparu.

DÍLI, 2 de março de 2026 (TATOLI) — O Ministério da Saúde (MS) distribuiu, entre janeiro e fevereiro, 29.446 doses de larvicida às comunidades e realizou 42.769 ações de fumigação em residências e edifícios.

A informação foi avançada pelo Chefe do Departamento de Controlo de Vetores e Saúde Ambiental do MS, Elisário Soares Lopes, referindo que a medida visa dar resposta ao aumento exponencial dos casos de dengue no país, sobretudo em Díli.

“A fumigação foi realizada sobretudo em áreas de risco, enquanto a distribuição de larvicidas incidiu nas casas que dispõem de tanques de água. Normalmente, a distribuição é feita de três em três meses”, explicou o dirigente à Tatoli, em Díli.

De acordo com os dados do MS, a distribuição de larvicidas foi realizada em 301 casas em Aileu; 3.233 em Ainaro; 2.467 em Baucau; 1.907 em Bobonaro; 869 em Covalima; 11.654 em Díli; 1.301 em Ermera; 382 em Lautém; 1.360 em Liquiçá; 185 em Manatuto; 1.012 em Manufahi; 3.389 em Viqueque; e 1.387 em Oé-Cusse.

Relativamente às ações de fumigação, estas foram realizadas em 202 habitações e edifícios em Aileu; 1.623 em Ainaro; 2.419 em Baucau; 1.945 em Bobonaro; 913 em Covalima; 10.447 em Díli; 3.010 em Ermera; 7.763 em Lautém; 884 em Liquiçá; 778 em Manatuto; 1.913 em Manufahi; 5.423 em Viqueque; e 1.878 em Oé-Cusse.

Por sua vez, o Diretor de Promoção e Educação para a Saúde do MS, Jaime Belo, informou que a distribuição de larvicidas e a realização das ações de fumigação ainda estão a decorrer em várias zonas do país.

Segundo o responsável, algumas comunidades recusam a fumigação e a aplicação de larvicidas, o que tem constituído um obstáculo às atividades das equipas de saúde.

“Ontem, por exemplo, em Metinaro, algumas comunidades recusaram a intervenção nas suas casas. Há quem argumente que a fumigação provoca mais mosquitos ou que a aplicação de larvicidas diminui a qualidade da água, dificultando a lavagem de roupa. Estas situações tornam o trabalho mais difícil”, relatou.

Recorde-se que, desde o início de janeiro, o SSMD registou 11 vítimas mortais e 1.796 casos de dengue. Já o Hospital Nacional Guido Valadares tinha informado recentemente que registou 14 mortes e 824 casos, com o Diretor dos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, Vidal Lopes, a confirmar que a maioria dos casos provém de Díli, Ermera e Liquiçá.

Notícia relevante: OMS: escolas devem ser espaços seguros, onde os alunos se possam proteger da dengue

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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