DÍLI, 23 de dezembro de 2024 (TATOLI) – O estudo conceptual independente sobre o desenvolvimento do Greater Sunrise, realizado pela empresa britânica Wood, entre abril e novembro, confirma que a opção de desenvolvimento do projeto em Timor-Leste é viável e a mais vantajosa para o país, garantindo significativos benefícios económicos e sociais.
Conforme fonte governamental, o estudo avaliou quatro opções principais de desenvolvimento: Gás Natural Liquefeito (GNL) de Timor-Leste, GNL de Darwin, GNL de Ichthys e uma nova instalação de GNL na Austrália.
“Todas as opções foram consideradas tecnicamente viáveis, com os respetivos riscos associados, mas todas exequíveis”, lê-se num documento do Governo a que a Tatoli teve hoje acesso.
A opção de GNL no país destaca-se por prever menores custos operacionais e, por permitir melhores retornos gerais, diretos e indiretos, para Timor-Leste, criará um grande impacto socioeconómico no país. “Esta opção também prevê um maior impacto positivo no Produto Interno Bruto e na criação de empregos, sendo igualmente a que apresenta os maiores retornos para o Consórcio de Desenvolvimento do Greater Sunrise. De acordo com o estudo, o GNL no país também permitirá alcançar melhores retornos diretos upstream para a Austrália”, refere.
Segundo a mesma fonte, a Wood, com vasta experiência em estudos de viabilidade de gás natural liquefeito a nível global, utilizou critérios rigorosos para analisar aspetos de engenharia, tecnologia, financiamento, estruturas comerciais, bem como os impactos fiscais, ambientais, de saúde e segurança, e socioeconómicos.
Recorde-se que os Primeiros-Ministros timorense e australiano, Xanana Gusmão e Anthony Albanese, em declaração conjunta emitida no passado sábado, reafirmaram o compromisso de ambos os países “em garantir que o desenvolvimento dos campos do Greater Sunrise no Mar de Timor proporcione benefícios a longo prazo para o povo timorense”.
“Para apoiar as aspirações de Timor-Leste em garantir o crescimento económico a longo prazo, melhorar os padrões de vida e diversificar a sua economia, a Austrália propôs fazer um investimento significativo no futuro de Timor-Leste através do estabelecimento de um fundo de infraestruturas dedicado, capitalizado a partir de parte da quota-parte da Austrália nas receitas futuras do projeto Greater Sunrise”, acrescenta.
Os Chefes do Executivos da Austrália de Timor-Leste assumem que “aguardam com expetativa a oportunidade de assinalar pessoalmente estas iniciativas significativas no próximo ano, como demonstração do empenho de ambos os países no desenvolvimento do Greater Sunrise e no fortalecimento das relações bilaterais”.
O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Porta-Voz do Governo e Interlocutor de Timor-Leste nas discussões do Greater Sunrise, Ágio Pereira, afirmou que “a conclusão deste estudo constitui um marco fundamental que confirma de forma inequívoca a viabilidade do desenvolvimento do Greater Sunrise no país. Esta solução irá trazer benefícios significativos e sustentáveis para o povo timorense e irá consolidar o potencial económico do país. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros para implementar esta visão”.
É lembrar-se que a Woodside, empresa australiana do setor de energia, integra o consórcio de desenvolvimento dos campos do Greater Sunrise com uma participação de 33,44%, juntamente com a Timor Gap, detentora de 56,6%, e a Osaka Gas Australia com uma participação de 10%. Os campos de gás natural e condensado Sunrise e Troubadour, conhecidos como os campos do Greater Sunrise, localizam-se a cerca de 150 quilómetros a sudeste de Timor-Leste e a 450 quilómetros a noroeste de Darwin, no Território do Norte, na Austrália.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




