DÍLI, 02 de junho de 2024 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde organizaram hoje um seminário sobre o reforço do combate à tuberculose e ao VIH através da eliminação do estigma e da discriminação.
“Apesar dos progressos significativos, Timor-Leste continua a suportar uma das mais elevadas taxas de incidência de tuberculose no Sudeste Asiático e o VIH continua a ser uma preocupação crescente. Fizemos progressos no diagnóstico, tratamento e vigilância, mas existe uma barreira invisível que mina tudo isto, o estigma”, revelou o Representante da OMS, Arvind Mathur, no seu discurso, no Hotel Novo Turismo, Díli.
Arvind Mathur referiu que “o estigma isola as pessoas, obriga-as ao silêncio, afasta-as dos cuidados de saúde e deixa-as a sofrer sozinhas. Para muitos, a doença não é a parte mais difícil. É a vergonha, a rejeição, o peso esmagador de não ser tratado como um qualquer ser humano”.
O dirigente destacou que os profissionais de saúde, líderes de programas e influenciadores de políticas têm de estar na linha da frente da confiança. “Quero sublinhar algo fundamental que muitas vezes ignoramos: as profundas feridas na saúde mental que o estigma inflige. O estigma é um trauma. Gera medo, ansiedade, aversão a si próprio e desespero – muito depois de o corpo estar curado”, acrescentou.
Recorde-se que desde 2003, o país reportou 2.316 seropositivos, 1.299 dos quais estão em tratamento e 399 acabaram por falecer. No tocante aos casos de tuberculose, o país registou, no primeiro trimestre deste ano, 1.400 novos casos.
Notícia relacionada: Organizada campanha sobre o VIH/SIDA
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




