DÍLI, 28 de julho de 2023 (TATOLI) – No âmbito do Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, que se celebra anualmente a 28 de junho, o Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), organizou um seminário subordinado ao tema Uma vida, um fígado.
O Vice-Ministro para o Fortalecimento Institucional da Saúde, José Magno, informou que atualmente o Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) tem uma valência para tratamento da hepatite.
Segundo José Magno, o Plano Estratégico Nacional de Timor-Leste de 2022-2026 contempla a intenção de se estender o tratamento da doença aos hospitais de referência e fortalecer os cuidados que se prestam atualmente, uma vez que o HNGV apenas dispõe de uma quantidade limitada de “medicamentos antivíricos orais, como o tenofovir e entecavir, que são os recomendados para o tratamento de primeira linha da hepatite B crónica”.
Em Timor-Leste estão presentes cinco tipos de hepatite, da A à E, mas, diz o governante, a B é a que tem uma prevalência maior, tendo-se registado, em 2022, cerca de dois mil casos. Para efeitos de prevenir e tratar esta patologia, José Magno considera, ser necessário o aumento de campanhas de sensibilização e de rastreios, bem como a melhoria dos tratamentos.
O representante da OMS, Arvind Mathur, pronunciando-se, reiterou o compromisso da organização em apoiar o Ministério da Saúde na expansão do uso de ferramentas eficazes, bem como na elaboração de diretrizes nacionais para a implementação de um plano operacional, visando combater os tipos de hepatite B e C, através da prevenção, do diagnóstico e de um tratamento adequado.
“O nosso objetivo é claro: até 2030, pretendemos eliminar a hepatite por a considerar uma ameaça para a saúde pública. É um objetivo ambicioso, mas acreditamos piamente que é possível alcançá-lo através da intensificação de testes e de tratamentos”, frisou o representante da OMS.
Arvind Mathur acrescentou que, em Timor-Leste, apesar dos progressos nos testes e na imunização, a hepatite B continua a ser um desafio devido à falta de fundos e de vigilância.
A região do Sudeste Asiático lançou, em 2016, o seu plano de ação para a Hepatite Viral, para vigorar entre 2016 e 2021. Nove países alcançaram mais de 90% de cobertura da terceira dose da vacina contra a hepatite B. Mais concretamente, e de acordo com a OMS, outros níveis de sucesso são ainda mais notáveis já que “quatro países alcançaram a meta de controlo da hepatite B resultando num valor de menos de 1% de seroprevalência entre as crianças com mais de cinco anos”.
Segundo a literatura médica, a hepatite é uma inflamação do fígado, vulgarmente provocada por uma infeção viral. Esta inflamação pode desaparecer espontaneamente ou evoluir para fibrose, cirrose ou cancro do fígado. A hepatite pode ter origem numa infeção causada por um vírus, sendo esta a causa mais comum da doença, ou pode surgir também devido ao consumo excessivo de certas substâncias, como por exemplo o álcool ou medicamentos, entre outros. Pode ser também surgir devido a uma doença autoimune.
Notícia relevante: Ministério da Saúde lança alerta sobre o aumento do número de casos de hepatite
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




