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Timor-Leste lança sistema de monitorização de sismos e tsunamis

Timor-Leste lança sistema de monitorização de sismos e tsunamis

O Secretário de Estado para a Proteção Civil, Domingos Reis, o Presidente do IGTL, Job Brites dos Santos, o Embaixador da Indonésia em Timor-Leste, Okto Dorinus Manik, e a chefe da BMKG, Dwikorita Karnawati, participaram no lançamento do sistema de monitorização de sismos e tsunamis. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 8 de outubro de 2025 (TATOLI) – O Instituto de Geociências de Timor-Leste (IGTL), em colaboração com a Agência de Metrologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG, em indonésio), lançou oficialmente o primeiro sistema de monitorização de sismos e tsunamis, incluindo uma aplicação móvel de alerta sísmico denominada Eartquake-IGTL.

O Presidente do IGTL, Job Brites dos Santos, considera esta iniciativa um passo significativo no reforço do sistema de alerta precoce e preparação para catástrofes naturais.

“Pela primeira vez desde que o IGTL foi criado, há 15 anos, lançámos um sistema abrangente de monitorização de sismos e tsunamis completo com aplicações móveis para Android e iOS”, afirmou o responsável, durante a cerimónia realizada no City8, em Manleuana.

O dirigente informou que o instituto começou a monitorização sísmica em 2014, em colaboração com a Universidade do Sul da Califórnia. Dois anos depois, o IGTL instalou as três primeiras estações sísmicas permanentes em Díli, totalmente operadas pelo próprio instituto.

Em 2022, com o apoio da Agência Japonesa de Cooperação Internacional, a rede foi reforçada com sete sismómetros de banda larga, instrumentos usados para detetar e registar os movimentos da Terra durante os sismos, e 13 acelerómetros de movimento forte, sensores que medem a aceleração ou alterações de velocidade do solo.

“Este sistema de alerta precoce melhora a nossa capacidade técnica de monitorizar a atividade sísmica, permitindo ao público receber informações oportunas sobre sismos e potenciais tsunamis”, acrescentou.

Por sua vez, a chefe da BMKG, Dwikorita Karnawati, explicou que a Indonésia e Timor-Leste estão localizados em zonas tectónicas ativas, com elevado risco sísmico. Com base em dados de 2008 a 2023, a atividade sísmica na região tem apresentado um aumento significativo.

“Os tsunamis atingiram Timor-Leste em 1891 e 1995, causando perdas humanas. Se a falha no Mar do Norte do país voltar a estar ativa, as ondas de tsunami podem atingir a costa em apenas 15 minutos. Por isso, é fundamental estarmos preparados e trabalhar em conjunto para antecipar esses riscos”, afirmou.

Segundo a responsável, a BMKG e o IGTL passaram a operar um sistema de monitorização sísmica em tempo real, ativo 24 horas por dia. Sempre que ocorre um sismo no fundo do mar, os dados são imediatamente analisados através de cálculos matemáticos para avaliar o risco de tsunami.

“Se surgir uma potencial ameaça, um alerta antecipado será imediatamente disseminado através das aplicações móveis e de outros canais de comunicação pública. O objetivo é claro: zero vítimas. Não deve haver perda de vidas devido a sismos e tsunamis”, concluiu.

Notícia relacionada: Timor-Leste dotado de sistema de alerta antissísmico

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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