DÍLI, 26 de janeiro de 2025 (TATOLI) – O Coordenador do Programa Malária, do Ministério da Saúde, Raul Sarmento, informou que o país se encontra na fase que antecede à certificação como país livre da malária, uma vez que aquela é concedida quando um país interrompe a transmissão autóctone da doença por um período de, pelo menos, três anos consecutivos.
“As equipas da Organização Mundial de Saúde [OMS] já visitaram Timor-Leste duas vezes para avaliar o progresso na erradicação da doença. Este ano voltarão para nova avaliação. Merecemos obter a certificação uma vez que estamos livres da malária”, afirmou o responsável à Tatoli, em Lahane.
Segundo Raul Sarmento, a OMS recomendou ao Executivo que, entre as várias linhas ministeriais, se garanta a disponibilidade de medicamentos e se promovam hábitos de saúde e higiene.
Já o Representante da OMS, Arvind Mathur, afirmou que Timor-Leste tem a possibilidade de obter certificação como país livre da malária.
“A eliminação da malária é um processo global em etapas que apresenta requisitos que devem ser cumpridos. Queria informar que, neste momento, o processo relativo a Timor-Leste está em fase de avaliação por investigadores sobre o assunto”, informou recentemente após um encontro com o Presidente da República, José Ramos Horta, no Palácio Presidencial.
A malária é uma doença infeciosa que afeta principalmente as regiões tropicais e subtropicais do mundo. É causada por um parasita chamado Plasmodium, que é transmitido pela picada de mosquitos infetados. Os sintomas da doença incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares e fadiga. Em casos graves, a malária pode levar à morte.
Os medicamentos comuns para tratar a malária incluem mefloquina, atovaquona-proguanil e artemisinina combinada.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




