DÍLI, 21 de outubro de 2024 (TATOLI) – Fortalecer o sistema nacional de saúde é objetivo de uma formação sobre o Programa de Vigilância e Resposta à Mortalidade Materna e Perinatal que está a decorrer até ao 26 deste mês, no Hotel do Novo Turismo, em Díli. A iniciativa foi organiza pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), em colaboração com o Ministério da Saúde e destinou-se a 20 profissionais de saúde. Visa, em última instância, erradicar mortes maternas que, pelo conhecimento e tecnologias científicos atuais, são perfeitamente evitáveis e, por isso, consideradas inadmissíveis.
O Representante da UNFPA em Timor-Leste, Bruce Campbell, disse que o programa representa “um esforço coletivo e uma parceria com o Ministério da Saúde para fortalecer o sistema de saúde no país”.
O dirigente recordou que desde 2014, esta colaboração expandiu-se a todos os municípios, graças ao apoio do Ministério da Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), uma vez que integraram a componente perinatal crucial neste sistema vital do programa.
Bruce Campbell colocou o dedo na ferida a falar da inadmissibilidade das “mortes maternais evitáveis”. Erradicá-las, para ele, “não é apenas uma aspiração, é um dos três resultados transformadores da UNFPA, juntamente com outras metas de desenvolvimento sustentável, incluindo o fim da necessidade não satisfeita de planeamento familiar e a erradicação da violência de género”, referiu Bruce Campbell, no seu discurso, na cerimónia da abertura da formação, em Díli.
Para o responsável, o programa é fundamental para a redução da mortalidade materna, permite-se reunir informações críticas para a ação, promovendo a identificação de rotina, a notificação atempada e a revisão minuciosa das mortes maternas para evitar tragédias futuras.
Por sua vez, a Chefe do Departamento da Saúde de Materno-Infantil, Lúcia Lay, referiu que a taxa de mortalidade materna em Timor-Leste, tem vindo a diminuir ao longo dos anos, acrescentando que de acordo com os dados do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2016, estima-se que haja 195 mortes por 100 mil nados-vivos, o que continua a ser elevado em comparação com outros países da região do Sudeste Asiático.
“O nosso objetivo mais próximo é formar profissionais de saúde para criar grupos de formadores com vista a prepará-los para apoiar outros profissionais nos hospitais de referência”, concluiu Bruce Campbell.
Jornalistaː Domingos Piedade Freitas
Editoraː Isaura Lemos de Deus




