DÍLI, 28 de junho de 2024 (TATOLI) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos países da região do Sudeste Asiático que tomassem medidas concretas para combater o comércio ilícito de produtos de tabaco e para controlar a comercialização de bebidas alcoólicas não registadas.
“Chegou o momento de tomarmos decisões com prudência e escolhermos o melhor caminho a seguir. Todos os estados-membros devem assinar o Protocolo da Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco [CQCT] da OMS para eliminar o comércio ilícito de produtos do tabaco”, referiu a Diretora Regional da organização, Saima Wazed, via um comunicado a que a Tatoli teve acesso.
Segundo a dirigente, “a experiência de muitos países mostra que o comércio ilícito pode ser combatido com êxito, sobretudo quando se aumentam os impostos sobre o tabaco. Isto resulta num aumento das receitas fiscais e, simultaneamente, na redução do consumo de tabaco”, afirmou.
Saima Wazed acrescentou que é essencial compilar os dados regionais existentes e gerar novos dados para permitir que os governos tomem decisões políticas eficazes para monitorizar e combater o comércio ilícito de tabaco e bebidas alcoólicas ilegais.
A responsável sublinhou que “o consumo de tabaco é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares e respiratórias, para mais de vinte tipos diferentes de cancro e muitos outros problemas de saúde debilitantes. O consumo excessivo de álcool tem várias consequências negativas para a saúde. É um fator de risco para perturbações mentais, doenças transmissíveis e não transmissíveis e mortalidade prematura”, frisou.
Timor-Leste está entre os 20 países do mundo com as mais altas taxas de consumo de tabaco. O consumo está associado a uma série de doenças, nomeadamente cardiovasculares, cancerígenas e respiratórias e representa um desafio significativo para a saúde pública do país.
Um estudo levado a cabo pelo Global Youth Tobacco Survey, em 2019, apontava que 37% dos jovens timorenses eram fumadores, um dado que colocava Timor-Leste em terceiro lugar no ranking dos países com mais fumadores por número de habitantes no Sudeste Asiático. O mesmo relatório revelava ainda que quatro em cada dez estudantes timorenses menores de idade (entre os 13 e os 15 anos) eram fumadores ou fumadores ocasionais.
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Equipa da Tatoli




