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Comportamento de agente de protocolo da RAEOA contra profissional da Tatoli desagrada jornalistas

Comportamento de agente de protocolo da RAEOA contra profissional da Tatoli desagrada jornalistas

Secretário-Geral da Associação de Timor-Leste Press Union – TLPU, Zezito da Silva.

DÍLI, 06 de junho de 2024 (TATOLI) – Tem estado a circular, nas redes sociais e em alguns media, imagens nas quais um jornalista de Tatoli foi agredido por um agente do protocolo da RAEOA, na sequência da cobertura, esta terça-feira, da cerimónia de assinatura de um acordo entre Autoridade da RAEOA e a Timor Aid para a criação do Museu de Tais naquela região.

Desde logo, associações de jornalistas, o Conselho de Imprensa e a SECOMS, tomando conhecimento, lamentaram a tentativa de um agente do protocolo do Presidente da RAEOA que obstaculizou, com modos impróprios, o trabalho de um jornalista da Tatoli. Na sequência, foi pedido, às entidades públicas, que respeitassem o trabalho jornalístico no país, porque “Timor-Leste é uma nação que se rege por princípios democráticos”, declarou Zezito da Silva, Secretário-Geral da Associação de Timor-Leste Press Union – TLPU.

Zezito da Silva lamentou veementemente a natureza daquele ato, tido como “protocolar” e considerou configurar uma falta de respeito para a missão dos jornalistas, demonstrando “arrogância e brutalidade e não dignificando a imagem do Presidente da Autoridade da RAEOA, Rogério Lobato”, numa declaração apurada pela Tatoli.

O Secretário-Geral da TLPU especificou: “Ficamos tristes por ver este cenário. Consideramos que este protocolo não respeita o trabalho dos jornalistas no terreno. Apelamos aos agentes do protocolo que não demonstrem atitudes de vandalismo, brutalidade, pois é desnecessário ser uma pessoa sem ética protocolar perante o público, gerando uma má imagem pública e manchando a dignidade do Presidente da RAEOA”, apurou a Tatoli.

Como reação a esta situação, a Associação dos Jornalistas de Timor-Leste – AJTL emitiu um comunicado para chamar a atenção do público para respeitar o trabalho dos jornalistas no exercício das suas funções. “Para garantir a liberdade de imprensa e o direito de ter acesso à informação, todas as entidades têm a obrigação de abrir espaço aos jornalistas para fazerem cobertura e terem acesso às informações ligadas a serviços públicos”, lê-se no comunicado de imprensa da AJTL.

Também Horácio Babo, Presidente da União dos Jornalistas de Timor-Leste, reagiu a esta situação. Ele considerou que os funcionários do Estado deveriam facilitar o livre acesso dos jornalistas à informação e não o dificultar. “Lamentamos bastante esta situação. Condenamos os atos praticados por um agente do protocolo que trabalha numa entidade pública. Na verdade, era ele quem devia apoiar os jornalistas a terem acesso à informação e não demonstrar, opostamente, uma atitude de obstaculizar os jornalistas”, afirmou o presidente da AJTL numa declaração a que a Tatoli teve acesso

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Imprensa, Otélio Ote, considerou que este tipo de atos contribuem para a descida da classificação de Timor-Leste no ranking mundial da liberdade de imprensa assegurando que este tipo de comportamentos “impede a plena missão dos jornalistas e desvaloriza o acesso dos media a informação pública”.

Na sequência, pedidos ao Presidente da RAEOA que tome medidas para que os agentes do protocolo mudem o seu comportamento foram ouvidos. O já referido Zézito da Silva garantiu ser intenção “enviar uma carta para que o Presidente da RAEOA possa tomar algumas medidas relativamente a este agente de protocolo que, decididamente, não percebe do serviço protocolar”.

Acácio Pinto, Secretário-Geral da AJTL caracteriza esta situação como uma tentativa tendente a criar “um ambiente de autocensura nos jornalistas”. Por tal, a AJTL comprometeu-se a “disponibilizar serviços de apoio para proteger a liberdade de expressão e imprensa em Timor-Leste” sobretudo “se enfrentarem algum tipo de intimidação por parte das entidades do Estado”, segundo declarações a que a Tatoli teve acesso.

Também Expedito Ximenes, Secretário de Estado da Comunicação Social, se pronunciou a respeito deste caso. Ele realçou que, apesar do ato em causa ser “lamentável”, o desentendimento  podia não acontecer “se cada um percebesse o seu papel”. Pediu, consequentemente, aos media officer e aos agentes de protocolo que respeitem as atividades jornalísticas.

Equipa da Tatoli

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